Tapas & Beijos > Divã > Batendo ponto

Tapas & Beijos é, sem dúvida, a melhor das três séries que a Globo estreou na nova grade de programação. Batendo ponto, com Ingrid Guimarães, tem bons momentos, mas não chega a ser relevante (tenho a impressão que Ingrid já viveu o ponto alto de sua carreira com Cócegas e as adaptações dos personagens do teatro para a televisão). E a terceira adaptação da obra de Martha Medeiros, Divã, que passou pelo teatro, cinema e chega agora à TV, é agradável, mas a fórmula já está repetitiva (mas vale aqui um espaço para palmas à Lilia Cabral).

Então, voltando à série Tapas & Beijos. É a melhor. Principalmente se você leva em conta que o programa entrou no lugar do insosso e patético Casseta & Planeta. De parecido, só o “&”. Com direção de Mauricio Farias e roteiro de Cláudio Paiva, a série cômica é uma boa alternativa para a terça-feira à noite (e, assim, o ótimo A Liga pede um pouco de espaço).

Fernanda Torres e Andrea Beltrão vivem Fátima e Sueli, as protagonistas, que trabalham em uma loja especializada em casamentos, apesar das duas serem frustradas nesse sentido. Fátima namora um homem casado (“Ele é casado na casa dele! Aqui em Copacabana todo mundo sabe que ele é meu…”) e Sueli ainda não conseguiu se divorciar do ex-marido, embora não se relacione com ele há dois anos. Ele é ex-presidiário. Elementos interessantes para gerar risadas – mas raramente risadas fáceis.

O texto é inteligente, sim, e não apela para aquela fórmula – que eu particularmente acho – horrível de fazer rir a cada 30 segundos (ou algo assim, muitas vezes condicionando o telespectador ao som de risos de platéias falsas, como fazem os enlatados). Mas o sorriso é constante.

As duas atrizes estão ótimas e, embora Fernanda Torres tenha me lembrado Vani, de Os normais, em poucos momentos, isso não pode ser algo negativo (era uma personagem sensacional!). A química dela com Vladmir Brichta serve para confirmar a veia cômica do ator, que não me convenceu muito ao lado de Deborah Bloch, em Separação?.

Tem tudo para dar certo esse seriado e ganhar mais temporadas. Mas meu gosto é peculiar. Olha aí quantos anos Casseta & Planeta ficou no ar e a antecipação do término de Aline. Então, minha opinião é minha opinião. Aproveito enquanto dura.

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