Caso Bolsonaro

Eu tenho vergonha de o meu estado, o  Rio de Janeiro, ter entre seus representantes no Congresso o deputado Jair Bolsonaro. E isso não é pela resposta desastrada que ele deu à pergunta de Preta Gil no programa “CQC”. Até acredito que Bolsonaro não tenha entendido a pergunta de Preta, como alega em sua defesa. Ele mostrou mesmo uma cara de quem não ouviu direito logo após Preta querer saber o que ele faria “se seu filho se apaixonasse por uma negra”. Tenho vergonha de Bolsonaro pelo conjunto da obra.

A pergunta de Preta foi a vigésima a que o deputado respondeu. Até chegar lá, ele já tinha mostrado sua personalidade. Seus gurus na política: “Os militares que foram presidentes no país.” Está com saudades do Lula? “De jeito nenhum. Eu tenho saudades de pessoas sérias, como o Médici, como o Geisel, o Figueiredo.” Do que tem mais saudades na ditadura? “Do respeito, da família, da segurança, da ordem pública e das autoridades que exerciam autoridade sem enriquecer.” Sobre a bomba atômica: “Só é respeitado quem tem o poder de intimidar.”

Bolsonaro poderia ser o representante do eleitorado conservador e ter o respeito de quem é contrário a suas ideias. O problema é que ele se mete em assuntos comportamentais. Aí desaparece o conservadorismo e surgem o preconceito e o racismo. A resposta a Preta foi racista: “Ô, Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco, meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o seu.”

É tão racista que Bolsonaro até merece o benefício da dúvida. Será que ele não entendeu mesmo? Em nota de esclarecimento, ele garante que “a resposta dada deve-se a errado entendimento da pergunta — percebida, equivocadamente, como questionamento a eventual namoro de meu filho com um gay.”

Pior a emenda… Se não entendeu a pergunta, por que Bolsonaro não ficou calado? Não pediu para repetir? Na minha modesta opinião, porque ele já tinha a resposta pronta. Fosse qual fosse a pergunta de Preta, se vinha de Preta, uma artista, filha de artista, só poderia ter relação, na cabeça preconceituosa de Bolsonaro, com promiscuidade. Então, ele soltou o veneno costumeiro com que responde a provocações progressistas — porque, embora o partido de Bolsonaro tenha a ousadia de se nominar Progressista, ele tem aversão ao adjetivo.

Já tinha havido uma pergunta anterior em que Bolsonaro falou sobre homossexualidade: “Se te convidarem para sair no desfile gay, você iria?” “Eu não iria porque eu não participo de promover os maus costumes até porque acredito em Deus, tenho uma família e a família tem que ser preservada a qualquer custo, senão uma nação simplesmente ruirá.” O deputado Jair Bolsonaro acha que bomba atômica é sinal de respeito e parada gay rui nações. Tem pai que é cego.

– Artur Xexéo no seu blog

Uma resposta para Caso Bolsonaro

  1. Cesar Navarro

    O Brasil sem armas nucleares não terá su território garantido na Amazônia. Só os ignorantes, os defensores de ideologias escravizantes como o socialismo ditatorial cubano, e os abortos da Natureza, como gays, débeis mentais, lésbicas outros lixos biológicos não têm capacidade mental para entenderem o óbvio.

    C. Navarro

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