Maio é pop: Sandy, Miley Cyrus, McFly e Dulce Maria

Maio chegou e, com ele, uma série de shows de música pop – não vou comentar o de Paul McCartney, o Beatle mais mela cueca, porque ele é um evento a parte – para provar que não é só de Rock in Rio que vive o país. Dulce Maria, McFly, Miley Cyrus e Sandy estão entre as atrações do mês. Coincidentemente, todos estão fora da line-up do festival de setembro.

No Rock in Rio, a noite pop é composta por Rihanna, Katy Perry, Elton John e – sim, você está lendo bem – a musa do axé Claudia Leitte. Shakira e Coldplay também estão perdidos em outras noites ecléticas e, caso você queira muito assisti-los, terá que encarar shows, por exemplo, do Marcelo D2 e do Frejat.

Quem se apresentou na noite pop da última edição brasileira do evento, em 2001, foi Sandy, na época acompanhada do irmão, com a turnê As quatro estações, que repercutiu mais que a dos companheiros de noite Britney Spears e N’Sync. Agora, com um show bem mais modesto, a Manuscrito Tour, Sandy faz a primeira apresentação do ano no Rio de Janeiro, dia 7, com as músicas do seu primeiro disco solo.  Na agenda, mais dois shows em São Paulo, nos dias 13 e 14, e um em Belo Horizonte, no dia 28.

Também nos dias 13 e 14 são os shows da intérprete de Hannah Montana, Miley Cyrus, respectivamente, no Rio de Janeiro e São Paulo. A cantora vem pela primeira vez ao Brasil, trazendo a Gypsy Heart Tour, patrocinada por uma marca de absorventes que a contratou para uma campanha publicitária teen. No ano passado, ela se apresentou nas edições portuguesa e espanhola do Rock in Rio, mas ficou de fora da programação de 2011.

Nas mesmas noites de Miley Cyrus, McFly se apresentou nas versões internacionais do evento em 2010. Agora, a banda inglesa vem pela terceira vez ao Brasil – com shows em Belo Horizonte, dia 20, Rio de Janeiro, dia 21, São Paulo, dias 23 e 24, e Porto Alegre, dia 26 – mas a primeira com a turnê do álbum Above the noise, bem mais comercial que o anterior, Radio:Active. Os meninos voltaram à antiga gravadora gritando aos quatro cantos que querem ser tão grandes quanto Michael Jackson.

Com menos ambição, é a ex-integrante do RBD, Dulce Maria, quem fecha o calendário pop do mês.  A cantora – a única sem experiências no Rock in Rio – tem uma agenda bastante generosa para os fãs (vai trabalhar muito a mexicana!): Brasília, dia 24; Fortaleza, 25; Belo Horizonte; 26; São Paulo, 27; Porto Alegre, 28; Rio de Janeiro, 29 e; São Paulo, 30. Assim como Sandy, ela vai apresentar as músicas do seu primeiro álbum solo, Extranjera.

Para os adoradores de música pop, o calendário está bastante interessante. Para quem não goste, aceite que neste mês terá que conviver com pessoas acampadas na porta de casas de shows, gritinhos histéricos e fãs fazendo de tudo para chegar perto dos ídolos. É isso que os jornais vão noticiar.

Anúncios

Rebelde + Record = #fail (mas essa equação você podia ter feito sozinho)

Se o botão de “não curti” do Facebook existisse, eu me limitaria a apertá-lo, mas como isso ainda é apenas um desejo, eu tenho que argumentar. Com o menor conhecimento de causa possível, o farei. Você já parou para ver a versão brasileira da novela Rebelde? Bem, eu não. Até queria, para poder fazer post com maior embasamento, mas não tive a oportunidade.

Acredito que você também não. Parece que a novela da Rede Record – que compete com Morde & Assopra, da Rede Globo – tem marcado nove pontos de audiência, caindo às vezes para cinco e não ultrapassando os 12. Isso significa um apertado e, às vezes, perdido segundo lugar. A campeã do horário gira em torno dos 27 pontos e o terceiro canal marca cinco (é, o mesmo que Rebelde nos piores dias). Ou seja, não é um sucesso.

Mas não é por isso que eu vou deixar de falar sobre, claro. Então, vamos lá. Os atores principais – são seis rostos bonitos – assim como na versão argentina e na mexicana, são obrigados a cantar. Pelo menos, teoricamente. E para alavancar a audiência, a roteirista antecipou o momento de cantoria na trama. Isso aqui já foi ao ar:

Tenho certeza que o meu leitor me perdoaria se eu parasse de escrever aqui, pela notável falta de necessidade de emitir qualquer opinião. Mas eu emito mesmo assim: vergonha alheia, gente. Essa música, essas vozes, esse arranjo, isso tudo, é tão… horrível. Miau miau, da Floribella, conseguia ser melhor (entenda a comparação aqui).

Não sei quanto o resto da novela – vi umas poucas cenas de relance e me pareceram muito bem produzidas (com exceção dos efeitos grotescos desse vídeo aí em cima) – mas a parte musical está deplorável. Vocês perceberam que, teoricamente, há três atrizes cantando, mas, na verdade, só se ouve a voz de uma? Não é como se as outras estivessem fazendo coro ou algo assim, é apenas uma voz mesmo. Três dublando uma única voz, que vai lá saber de qual é (se é que é de alguma). Parece… Chiquititas! Ou Paquitas. Ou algo assim – só que feito por pessoas grandes demais para ser algo bonitinho.

E a letra… Um nível bárbaro. Acho que roubaram e tão usando as poesias que eu escrevia quando tinha seis anos, para copiar a minha prima, então poetisa. Umas rimas sensacionais, que você nota o trabalho que a pessoa teve de folhear o dicionário em busca de algo ritmicamente interessante. “Nem a luz oscilante da lua minguante consegue iluminar” é um verso horrível, que faz as cantoras o dizerem rapidamente para caber no arranjo da música. E “Fiquei no meio de um blackout, levei um out” é quase radiofônico. 98 FM.

Mas tá tudo bem. Isso aqui também era trágico (e eu me amarrava):

Martinho da Vila conta como é trabalhar com os filhos

Martinho da Vila reuniu os filhos, entrou em estúdio, gravou “Lambendo a cria” e no dia 7 de maio o resultado chega às lojas em CD e DVD. Todo mundo participou: Analimar Ventapane, Mart’nália, Juju Ferreira, Tunico Ferreira e Maíra Freitas. “Só Martinho Antônio que não. Ele poderia, mas não sente atração pelo palco. Prefere os bastidores. De qualquer forma, não escapou da música”, diz o músico, satisfeito.

Com pinta de pai babão, Martinho diz que todos são muito talentosos. “Eles só me dão prazer! Eu digo que eles dão show e eu que ganho os parabéns. Volta e meia alguém me diz ‘Fui no show da Mart’nália, muito bom. Parabéns!'”, brinca. A filha é, com certeza, a mais famosa da prole. Mas, segundo Martinho, a mais preparada é Maíra.

Ela estudou música clássica. Mas, mesmo assim, não escapou do samba. “Ela era para ser a filha mais diferente de mim, porque essas pessoas que estudam música clássica vivem em outro mundo, fechadas naquilo. Mas ela não. Logo que terminou o curso, começou a estudar música popular”, explica.

Mas, dentro do estúdio, as experiências diferentes de cada um se complementam. “Eu trato todo mundo de igual para igual. Todo mundo dá ideia. Mas tenho um jeitinho que faz a diferença”, conta ele, confessando que consegue manter a autoridade de pai no trabalho. “Na verdade, eles são tratados como músicos. Se tem show, eu vou no carro especial e eles vão em outro, com a banda”, fala.

DVD vai virar show

Falando em show, o “Lambendo a cria” vai virar uma turnê. A primeira apresentação acontecerá em Duas Barras, no Rio de Janeiro, no dia 7 de maio, quando será inaugurada na cidade uma estátua em homenagem a Martinho da Vila. Um mês depois, no dia 16 de junho, o sambista sobe ao palco do Vivo Rio, na capital carioca.

Mas não são todos os filhos que vão participar dos shows, como no DVD. “Não dá para conciliar, porque eles têm agenda própria. A princípio, quem eu sei que estarão são a Ju e o Tunico, que já são da minha banda”, explica. No show de Duas Barras, a Maíra também vai participar. “Não dá para botar todo mundo também, senão fica muito cheio. Fica feio”, fala.

De qualquer forma, Martinho adora a experiência de trabalhar com os filhos. “Cada um é muito diferente do outro. Todo mundo é diferente. Mas, com a gente, existe essa afinidade que é a música. Mantemos a camaradagem. É tudo família”, diz. Para ele, que já está com 73 anos, o segredo da juventude é conviver com ela.

Por Leonardo Torres
Publicado no SRZD
http://www.sidneyrezende.com/noticia/129593+martinho+da+vila+conta+como+e+trabalhar+com+os+filhos

Filme arrecada R$200 mil em doações para ser produzido

Marcelo Serrado e Amanda Richter fazem parte do elenco de “Finding Josef”, uma co-produção independente entre Brasil e Polônia que conta com financiamento colaborativo para ser rodada. “É possível fazer (cinema) sem dinheiro, mas temos que contar com criatividade, voluntários e acordos com grandes profissionais”, diz o diretor Moises Menezes (na foto, ao lado de Amanda) em entrevista ao SRZD. Mas há dificuldades e limitações, claro: as gravações demoram mais a terminar e o roteiro acaba sendo enxugado para diminuir o número de cenas.

Com doações voluntárias e empresariais, o primeiro longa-metragem deste diretor arrecadou R$200 mil, necessários para cobrir as primeiras filmagens, na Polônia. “Gravamos pelo menos 30% do filme no país. Acabamos de receber a doação de uma casa para a ser vendida e isso deve cobrir o restante”, conta Moises. A maioria das próximas gravações vai ser no Brasil e a ideia, se tudo der certo, é que o filme estreie no país em 2012. “Dependemos unicamente da venda dessa casa para retomar as gravações”, fala.

“Finding Josef” conta a história de um professor de filosofia ateu que resolve buscar seu irmão desaparecido 25 anos após um acidente. “O filme desafia Ian, nosso personagem, a pensar na possibilidade da existência de Deus”, diz o Moises, que também assina o roteiro. Mas ele garante que não é um filme religioso. “É para todo público, pois conta a jornada de um homem com as mesmas dúvidas de milhões de pessoas. Não se trata de um filme sobre religião, mas sobre fé num mundo caótico, uma reflexão para nossa era pós-moderna”, explica. É esperar para ver.

Enquanto o filme não estreia, as novidades da produção podem ser acompanhadas pelo Facebook (http://www.facebook.com/finding.josef) e pelo site oficial (http://www.findingjosef.com.br).

Por Leonardo Torres
Publicado no SRZD
http://www.sidneyrezende.com/noticia/129473+filme+arrecada+r$200+mil+em+doacoes+para+ser+produzido

Eu, ilhado; Rio, inundado

Tipo de coisa que a gente nunca pensa que vai passar: que uma chuva vá inundar o lugar que você está, te ilhando

Tipo de coisa que acontece: chove e inunda o lugar que você está, te ilhando

Estava eu, morto de fome e dor cabeça, voltando para casa depois de um dia cansativo (faculdade+estágio) com uma lista extensa de preocupações, quando começou a chover. Que saco, vou ter que abrir o guarda-chuva, pensei, ao saltar na Praça da Bandeira para fazer a minha troca de ônibus. Mas, logo, minha reclamação pareceu ridícula. A chuva vinha de todos os lados e, em pouco tempo, eu tava todo úmido. O guarda-chuva não adiantava de nada. Mas meu ônibus chegou. Que sorte!

Entrei e todos os lugares estavam ocupados. Que azar! Não vou poder ler o meu livro (A República – Platão, que passeia entre os extremos de interessante e tedioso), pensei. Fui para perto da porta e lá fiquei curtindo uma música no fone de ouvido (Someone like you – Adele). É impressão minha ou esse ônibus não tá andando?, me questionei. Já faziam mais de 10 minutos que estavamos parados ali, entre a UERJ e o Maracanã. Uma gringa (coitada!) me perguntou:

– fkfspenfsbsfdjsfosfjsfjsfowksffskf?
– Quê?
– Aqui é o antigo Jardim Zoológico?
– Nãããão! Ainda falta muito!
*ela faz cara de tédio*
*eu faço cara de pois é*

Dou uma ligadinha para a minha mãe para contar a novidade. Tô parado aqui na UERJ. Tá engarrafado, não sei bem. Ligo para a minha amiga

– Tá alagado aí na tua casa?
– Não. Ainda não.
– Estranho, porque estou aqui parado há mais de dez minutos. O ônibus tá até desligado.
– Deve tá alagado em alguma parte.
– Pois é. Tô vendo que vou passar a minha noite aqui no ônibus.
– Cidade olímpica!

Minha mãe liga de novo. Quer saber se já tô chegando. Explico para ela que a situação é preocupante e que estou exatamente no mesmo lugar da ligação anterior, sem perspectiva de mudança. Ela, com algum esforço, me convence a descer do ônibus e tentar a sorte. É o que eu faço.

OBS: Mães não sabem de nada. Não as escute.

Foi só eu ficar do lado de fora para entender o que estava se passando do outro lado daqueles vidros embaçados. Estávamos ilhados. Para onde quer que eu olhasse, só via água. Me cercando, uns carros estacionados (com motoristas dentro) tentando não se afogarem. Há cinco metros, carros com água até o capô. E eu, ali. Péssima idéia, mãe, pensei. Passei por cima dos carros – vamos evitar detalhes – e logo resolvi fechar o guarda-chuva, que era um acessório ridículo naquele momento, e tirar a camisa para não pegar uma pneumonia. Entrei na lagoa (porque aquilo era uma lagoa, imunda, mas era).

Olha pra cima, Leonardo, me ordenei, para evitar ver a água amarronzada e as sujeria na qual eu estava me metendo. Essa água é de esgoto, Leonardo!, um anjo da guarda me dizia. Cala a boca, anjo, ordenava. E caminhei no esgoto, sem nenhum dom similar ao de Moisés para abrir caminhos nas águas. Com algum esforço, entrei na UERJ e cortei caminho por dentro dela – ou achei que fazia isso. Na saída principal, lagoa de novo. Mas aí eu já tava cheio de leptospirose mesmo. Já não ligava mais. Encarei. Alguns loucos faziam o mesmo que eu. Os passivos, que prezam a saúde, ficavam embaixo de marquizes e pendurados em grades fugindo da água e esperando o sol aparecer para secar tudo e salvar suas vidas.

Vim nadando, evitando mergulhar, até a Vinte Oito de Setembro, que tinha alguns trechos caminháveis e outros com igual correnteza. Andar na inundanção exige pernas fortes, que eu nem sabia que tinha. Exige, também, coragem e alienação (eu não pensava, por exemplo, que podia tomar um choque elétrico, um raio na cabeça ou cair ali e morrer afogado na correnteza, como aconteceu com companheiros meus – li as notícias hoje). E segui. Minha mãe me ligava.

Mas eu não conseguia atendê-la. Meu celular não ligava mais. Perda total. Eu sentia coisas nojentas no meu pé. As minhas coxas doíam e ardiam quando roçavam uma na outra. Eu havia me machucado. Bem, era claro e evidente que eu tava na merda (literalmente), então, eu ia até o fim. Vamos batalhar e chegar em casa!, me estimulava. Quando via as pessoas nos pontos de ônibus, esperando sabe-se lá Deus o quê, me dava pena. Vão ficar aí até amanhã. Comecei a pensar nos chocolates que me esperavam em casa, como uma espécie de objetivo ou prêmio depois da tormenta.

Passei por poucas e boas até chegar ao Engenho Novo, onde já me sentia em casa. Ali, eu conhecia as áreas que alagavam. Há! “Alagavam”. Meu conceito desse verbo mudou. O que antes era alagado, para mim, é agora uma poça d’água, na qual passo por cima tranquilamente. Só me preparo mentalmente quando noto que a água vai passar do meu joelho. Senão, vamos lá. Eu devia ter sido escoteiro…

No caminho, vi pessoas completamente perdidas, sem entender o que estava acontecendo e por que os ônibus não passavam. Pensei em explicar, mas não o fiz. Não queria perder tempo. Às 23h30, ou algo assim, consegui entrar no meu lar – e perceber que tudo que estava na minha bolsa de carteiro era um caso de perda total (inclusive aquele livro da biblioteca). Eu havia saído do trabalho às 20h. Geralmente, chego em casa 21h15.

Googleei:

Fiz 5km de caminhada, na água. Uma hidroginástica.

Saldo da chuva: todo conteúdo do fichário, molhado; prova da minha amiga, molhada; livro da biblioteca, encharcado; carteira, com todos, exatamente todos, os meus documentos, completamente molhada; celular, afogado (perda total); perna, ferida; tênis, no lixo.

Medo: que isso se repita.

As coisas impossíveis do amor

As coisas impossíveis do amor (Love and other impossible pursuits / The other woman) é um filme de 2009 que estreou em poucos países em 2010 e chega ao Brasil em 2011 direto em DVD. Aqui, ele ganhou uma capa comercialmente mais colorida e atrativa, que pouco tem a ver com o tom do filme (por isso escolhi esse pôster internacional ao lado para ilustrar o post).

Escrito e dirigido por Don Ross, de Marley & eu, baseado no livro homônimo de Ayelet Waldman, o filme conta a história de Emilia (Natalie Portman), uma jovem que não se recuperou ainda da morte da filha recém-nascida, mas tenta seguir com a sua vida. Ela se divide entre o sentimento de culpa e sua nova família, que inclui o marido (Scott Cohen), a ex-mulher (Lisa Kudrow, em um papel super irritante e insuportável) e o filho deles (Charlie Tahan).

É um puta drama, mas sem lágrimas e lamúrias. É um drama reprimido, internalizado e secreto (o que é diferente de particular). Natalie Portman, mais uma vez, dá show (e não, não sou fã dela, mas tenho respeitado e admirado-a muito como atriz). O filme é meio paradão até a metade e só começa mesmo a acontecer quando as informações começam vir a tona, na segunda parte, então, nesse sentido, só resta se deleitar com a atuação dela, que é impecável do início ao fim, com todos os seus pontos de virada. Indico.

Álbuns injustamente não resenhados (por mim – e apenas – por mim)

Provas. Monografia. Livros. Revistas. Estágio. Aulas. Sono. Essas são algumas das desculpas que eu posso alegar por não ter comentado alguns lançamentos fonográficos que eu deveria ter falado sobre. Então, sem mais explicações, é isso que eu faço hoje, com um admitido atraso e menos espaço do que mereciam.

21 – Adele

Ah, Adele… Baixei o novo disco da cantora inglesa depois de acompanhar uma série de notícias sobre a repercussão dele no Reino Unido e nos Estados Unidos. Para resumir, vamos dizer que ela está liderando todas as paradas e, com seus quilinhos a mais, dando um banho em Britneys e Ladys Gagas. A pergunta que fica é: por que não te descobri antes? O CD é ótimo, a voz dela é mais ótima ainda e sua interpretação de cada faixa é de doer a vértebra. Adele canta com a alma. Someone like you, Don’t you remember e Turning tables são as minhas favoritas.

A coruja e o coração – Tiê

Fui escutar depois de ter entrevistado-a para uma matéria sobre o show dela no Teatro Rival, publicada aqui, e outra sobre o Rock in Rio, que ainda vai sair. Me pareceu uma versão feminina de Marcelo Camelo (e menos poética, é verdade), cujo novo álbum eu já comentei aqui. A voz é boazinha, mas, no geral, pouco me impressionou. Os melhores momentos deste álbum são Na varanda da Liz, uma singela homenagem à filha dela, e a versão de Tiê para Você não vale nada (isso sim me pareceu bom!).

Different Gear, Still Speeding – Beady Eye

Que Liam Gallagher não me escute, mas o disco de estreia do “Oasis sem Noel” é bastante modesto. É bom, mas modesto. É bom, mas não o suficiente para dominar o mundo, como ele deseja. A influência declarada dos Beatles é notória e deixa o álbum com uma cara de antigamente. Se rolar de deixar as faixas tocando no repeat, não chega a incomodar, pelo contrário. Mas falta algo, não sei o quê (Noel?). A capa é ótima. Não destaco algumas músicas, porque é o tipo de disco feito para ser ouvido inteiramente e, de preferência, na ordem da setlist.

What Did You Expect From the Vaccines – The Vaccines

Essa banda estava na lista da BBC das apostas de 2011, atrás de Jessie J, cujo álbum de estreia não me animei a ouvir até hoje (embora ela cante pra caramba!). A primeira vez que escutei, não gostei muito. Mas aí ouvi de novo, de novo e de novo. Está na lista dos artistas que mais ouvi neste ano até agora no Last.fm. Assim como os Strokes, os Vaccines vão participar do Planeta Terra, em novembro, em São Paulo.  Bons momentos deste disco são, entre outros, a abertura, com Wreckin’ bar (ra ra ra), e o fechamento, com Family friend.

Sem mais publicações