“Angles” < “First Impressions Of Earth”

Bem, vamos falar do novo álbum da banda The Strokes. Acabou de sair e se chama Angles, como todo mundo já sabe. Além de Under cover of darkness, que já parece uma música antiga de tanto que escutei, o grupo disponibilizou todas as outras faixas do disco para streaming no site oficial deles. A impressão que fica é que, dessa vez, eles não chegaram lá.

Não estou dizendo que o disco seja ruim, porque não é. Pelo contrário. Tem vários bons momentos – e este primeiro single, que eu adoro, é um deles (embora não possa dizer o mesmo do vídeo) – e, na verdade, desconfio que qualquer coisa seja totalmente escutável no timbre de Julian Casablancas. Mas o CD não superou o anterior, First impressions of Earth.

Não tem comparação, por exemplo, as faixas de abertura de cada disco. You only live once ganha com vantagem de Machu Pichu. A música seguinte, Two kinds of happiness, funciona, mas não impressiona. You’re so right, a b-side do single, é, definitivamente, um mau momento do disco (Strokes, vocês não são mais uma banda de garagem…). Rítmica acima do vocal é irritante. É amador, para mim.

Mas, em seguida, vem Taken for a fool, que é uma música que mostra a que veio desde o primeiro segundo. I know, everyone goes any damn place they like / I hope this goes over well, on the toxic radio. Yeah. É, that’s entertainment. Boa faixa, qualitativamente (inventei esse advérbio?) radiofônica. Uma das minhas favoritas (ouve lá no streaming!).

Games traz uma letra simples, curta, crítica e clichê, mas a cara da banda: Living in an empty world!/ Living in an empty world! / Living in an empty world! (repete infinitamente). Totalmente o contrário da faixa seguinte, a sétima, Call me back. Essa música também me conquistou (I look for you and you look for me, whoa, ohh). Gostosa. Julian quase causa orgasmos ao parecer cantar no nosso ouvido.

A oitava, Gratisfaction, tem bons pontos de virada ao longo da canção, mas não causa. Quando começa a nona música, Metabolism, o ouvinte se sente dentro de um filme de suspense policial americano (mais específico do que isso, só dois disso). Essa sensação quase deixa a letra em segundo plano (mas não comigo!): I wanna be somebody / wanna be somebody like you / Like you, like you, like you / Like you, instead of me. Psicótica.

Quando chego à última faixa, Life Is Simple In The Moonlight, me surpreendo com Strokes fazendo quase uma bossa nova nos primeiros acordes (um erro, porque, pra mim, só brasileiros sabem fazer a bossa), mas o ritmo da música sofre alterações em seguida, para disfarçar essa má impressão que me causou. Mas logo volta à bossa. O melhor é mesmo a letra.

E aí volta o silêncio (mentira, porque está ativado o repeat no meu WMP). O saldo é uma cesta com umas quatro ou cindo músicas impressionantes e gostosas e outras que não chegam a incomodar, mas não acrescentam muito. Depois de First impresions of Earth, eu esperava mais. Mas a banda optou pelo que todos optam desde que mundo é mundo: um disco equilibrado com faixas boas e más. Ainda fico com You only live once… até o vídeo é melhor:

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