Mas “O discurso do rei” é tão chato…

Este post faz parte da maratona Oscar 2011, que você confere aqui.

O Discurso do Rei ganhou o prêmio dos produtores, o PGA, e Tom Hooper venceu a premiação dos diretores, a DGA. A atuação de Colin Firth neste filme foi eleita a melhor pelo Globo de Ouro. Estas vitórias são ótimos parâmetros para a cerimônia do Oscar, que ocorre dia 27 de fevereiro, e para a qual o filme tem nada menos do que 12 indicações. Segundo o site Omelete, o vencedor do PGA levou também o Oscar de melhor filme 60% das vezes na última década. A maioria do eleitorado do DGA é votante também no Oscar, o que explica a semelhança de resultados: apenas seis vezes o resultado foi diferente, segundo a VEJA. Mesmo assim, não gostei do filme.

            Tenho direito, certo? Na minha premiação de espectador, o filme não seria sequer indicado. Come on, é uma história sobre a gagueira de um rei! Isso soa interessante para você? Para mim, não. Ga-guei-ra. Duas horas inteiras de filme mostrando a saga do Duque de York (Colin Firth), pai da Elizabeth II, para superar o problema de fala com seu terapeuta (Geoffrey Rush). Preferia ter visto até o milésimo Globo Repórter sobre obesidade e vida saudável.

            Durante a história, o pai do Duque morre; seu irmão vira rei; em seguida, abdica do trono e; George se torna, então, o novo rei da Inglaterra.  Mas tudo isso é pano de fundo para o fio condutor que é a tão importante gagueira (e, sim, estou ironizando). Pode ser mesmo muita sensibilidade optar por este gancho par conduzir um filme, mas eu, pelo visto, não tenho sensibilidade suficiente para assisti-lo sem contar os minutos para que acabasse. É chatinho.

            Geoffrey Rush, indicado a melhor ator coadjuvante do Oscar, está com uma interpretação enigmática, que foi um ponto forte para o seu personagem. Já Helena Bonham Carter, indicada a melhor atriz coadjuvante, vive a mulher de George VI, a rainha, um papel muito fraco e ela não teve a oportunidade de mostrar muita coisa (não entendi por que foi indicada). Colin Firth, o gago… bem, ele não está deslumbrante, como espero para uma premiação de tamanho porte. Daria a este filme a vitória nas categorias técnicas para que não saia da festa sem nada.

 Indicações ao Oscar 2001: Melhor filme, diretor (Tom Hooper), ator (Colin Firth), ator coadjuvante (Geoffrey Rush), atriz coadjuvante (Helena Bonham Carter), roteiro original, direção de arte, fotografia, figurino, trilha sonora, edição de som e edição.

Uma resposta para Mas “O discurso do rei” é tão chato…

  1. Lorena

    Em essência, o filme fala sobre a importância da comunicação e do quanto ela nos define como seres humanos. Sob esse ponto de vista, achei a história fascinante, embora eu nem seja estudante de jornalismo. Se fosse, eu provavelmente o acharia melhor.

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