Músicas que faziam eu me sentir o tal…

…quando era criança. E que hoje em dia me matam de vergonha.

CHIQUITITAS – ADOLESCENTES (2000)

“Adolescen-ti! É um bicho diferente. Adolescen-ti! Não chegue perto, porque morde” (sic) – cantava esses versos, no auge dos meus 10 anos, me achando o próprio adolescente. Afinal, eu já era pré (na minha cabeça, funcionava assim).

SANDY E JUNIOR – ENROSCA (2000)

“Enrosca o meu pescoço, dá um beijo no meu queixo e geme, geme” – nada mais ousado podia existir na minha vida. Eu já entendia que isso de gemer era extremamente sexual. E sexualidade fazia eu me sentir o tal. Era aquela fase – detestável – que a gente fala palavrão só pra mostrar que é fodão.

OBS: Não encontrei o videoclipe da música – aí sim você ia entender o que eu tô dizendo.

KELLY KEY – BABA (2001)

Nessa época, todo mundo achava Kelly Key um máximo. Mulher do Latino (“Oh, baby, me leva”), que também não era trash ainda (sob o nosso olhar infantil). Demais! Tocava Kelly Key nas matinês e nas festinhas e minha geração já dava os primeiros sinais de que iria piriguetear. Bons tempos. “Baba, a criança cresceu, bem feito pra você, agora eu sou mais eu”. 8)

KLB – OLHAR 43 (2002)

Não, nunca gostei do KLB. Sempre achei cafona. Mas aqui os caras estavam cantando RPM! E RPM eu escutei dizer que foi um máximo. Então, né. Cantava cheio de vontade, em alto e bom som. E pulava também. Olhar 43 pedia pulos e sacudidas de cabeça. KLB fez “não vou rimar porra nenhuma” virar “não vou rimar coisa nenhuma”. Educação antes de tudo.

BRITNEY SPEARS – I LOVE ROCK ‘N ROLL (2002)

Obviamente, eu sequer imaginava que se tratava de uma versão de Joan Jett. Para mim, Britney estava sendo original e rebelde. Cantava i love rock ‘n roll, me achando o tal, mesmo odiando rock. Era desses.

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2 respostas para Músicas que faziam eu me sentir o tal…

  1. […] Mas o que dá o clima do livro não são esses relatos peculiares, mas os finais dos “capítulos” – ou blocos seriam uma melhor expressão? – quando ele apresenta uma ou duas páginas intituladas “Perdido em música”. Nesse momento, ele conta uma história paralela de como conheceu determinada música, artista ou álbum (e eu fiquei impressionado com as mais diferentes formas disso acontecer). Entre tantas sonoridades exóticas (ok, desconhecidas), há um momento impagável no qual ele defende as qualidades de Kelly Key. É muita coragem – e quase me convenceu (afinal, eu já tive a minha época). […]

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