Por que tratar deficientes como se fossem bebês?

Hoje presenciei uma situação que me deixou com vergonha alheia. Estava na faculdade, preenchendo uma folha com perguntas sobre o trabalho que eu entregara, quando apareceu na porta da sala uma deficiente visual. Aluna da universiade, ela queria fazer exatamente a mesma coisa que eu: entregar o trabalho e meter o pé dali. Mas a sua simples condição deixou a professora responsável pela turma em puro alvoroço.

Mandou chamar não sei quem imediatamente. Manda vir logo. Tem deficiente visual para ser atendida! Provavelmente, chamava alguém capacitado para atender aquela aluna, o que não era o seu caso. Procedimento de praxe, mas com tom de desespero. A situação era quase hilária, se não fosse deprimente.

A tal pessoa demorou a chegar (e até o momento em que eu saí da sala, ainda não havia aparecido), então a professora mandou que a garota cega entrasse e se sentasse. Outra aluna a ajudou nesse processo. E aí veio a grande cena: a professora começou a falar com ela como quem fala com uma criança. Em tom de gu gu da dá, exageradamente simpática e fofa. Não sei lidar. Isso foi o suficiente para desviar a minha atenção da folha na minha frente para o que acontecia ao meu lado… e olhar feio! Ela é cega, mas não tá na creche. Alô-ow.

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