Clandestinos – o sonho começou

Quando vi as primeiras chamadas de Clandestinos na Globo, fiquei bastante interessado. Depois, li uma matéria na Revista da Tv que acabou com a minha curiosidade: dizia que a série era inspirada em uma peça de teatro. Imaginei um programa teatral como Capitu e Hoje é dia de Maria. Não gostei de nenhum. Não tenho paciência para teatro na televisão. Ou é teatro ou é Tv.

Baseada na famosa peça de João Falcão e adaptada para a TV pelo autor, Flavia Lacerda e Guel Arraes, a série de sete capítulos conta histórias de jovens dos quatro cantos do Brasil que sonham com o estrelato. Mas o que a torna mais especial é que ela surgiu a partir de experiências próprias de atores anônimos e suas lutas para conseguirem um lugar ao sol na profissão. “Eu queria pessoas que estivessem representando algo que eles estariam vivendo de verdade”, explica João.

http://clandestinos.globo.com/programa/2010/11/04/o-sonho-comeca-aqui/

Mas aí eu me informei mais um pouquinho e descobri que a peça em questão – uma obra de João Falcão – era uma que eu já havia quase assistido mais de uma vez. Dei uma chance: assisti ao primeiro episódio, semana passada. Para quê? Adorei. O marketing do projeto foi tão bem feito que, em alguns momentos, eu não sabia o que era real e o que era faz de conta.

Fora os rostos das irmãs gêmeas Giselle e Michelle Batista – que já fizeram Malhação e são, portanto, conhecidos por parcela do público – todos os outros atores são, ainda, totalmente anônimos. E melhores do que muita gente que já estourou por aí (atores de teatro costumam mesmo dar um banho). Talvez passem essa impressão também pela familiaridade que tem com as histórias que interpretam: muitas são baseadas nas suas próprias experiências.

E essa é a magia de Clandestinos: a mistura da realidade com a ficção. Fiquei encantado com o que vi. Tem como não se emocionar com a história da Adelaide (Adelaide de Castro)? É muito tocante. Não sei como vão ser os próximos episódios, mas esse primeiro teve um lado dramático bastante acentuado.

Drama que não há na peça – essa semana, eu finalmente fui assistir – mas também não faz falta no palco. O espetáculo é risada do início ao fim. Pura comédia. E sem apelação, o que é raro hoje em dia. Nesse sentido, peça e série se completam. O programa de Tv aprofunda as histórias dos personagens do teatro – sem forçar a barra, apenas explorando o potencial de cada um. Vale a pena ver os dois. Na Globo, toda quinta-feira, depois da Grande Família. E no Teatro Leblon, toda terça e quarta, às 21h.

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