E quando o amor vem em dose dupla (ou tripla)


Nunca vivi um triângulo amoroso. Ao menos, não percebi como tal. E, sinceramente, não é uma idéia que me atraia. Um triângulo é algo romântico demais – no sentido de funcionar muito bem nas artes – mas para a vida real, não sei. No dia-a-dia, é pouco prático.
Já não se pode dizer que é fácil manter um relacionamento amoroso comum, partindo-se do princípio que tudo que envolva mais de um ser humano é demasiadamente complexo. Um namoro requer comprometimento, flexibilidade e, entre outras coisas, a tão valorizada quanto cobrada fidelidade. Então, um triângulo seria acrescentar mais um grilo ao conflito já instalado. Mais ou menos como ter dois cartões de crédito e um salário mínimo: nunca se consegue pagar as faturas inteiramente e a dívida só aumenta.
Ficar em dúvida entre dois amores ou, ainda, não ter certeza de que quer os dois. Não gostar de alguém que te ama e amar alguém que não gosta de você. Ser competido por duas pessoas, como os duelos de espada por uma mocinha. Isso funciona no dia-a-dia? As pessoas ainda tem tempo para isso? Se sim, ótimo. Terão boas (ou não tão) histórias para contar e bons dilemas para discutir com o terapeuta. Mas eu, particularmente, acho isso complicado.
Triângulos funcionam muito bem na adolescência, fase do ócio (para muitos, não para todos). Por isso, quando pensei esse assunto, fui diretamente levado à escola. Nessa fase, é comum garotos e garotas se dividirem entre duas histórias paralelas que, em algum momento, se cruzam e são um prato cheio para as rodinhas de fofoca. Pobres adolescentes, cheios de pré-conceitos e dogmas ideológicos.
A fórmula pronta 1+1=2 é, sim, a mais prática, mas não a única. Acredito que alguém possa amar mais de uma pessoa. Confusão garantida, claro, mas é possível. Como o Berilo (Bruno Gagliasso), de Passione. (Ele tem mesmo que escolher entre a Gabriela Duarte e a Leandra Leal? Mas se ambos os casais são tão carismáticos!) A chave é a sinceridade e conhecimento de causa de todas as pontas desse triângulo. De comum acordo e dando certo, que mal há? Os muçulmanos podem ter até quatro mulheres – um pentágono – algo muito mais complicado e tão lá, felizes da vida. Eu aprovo, só não quero pra mim.

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