Politica.gem

Com o tempo, eu aprendi a gostar de política – ou a conviver com ela, como preferir. O que eu não gosto é politicagem.

Po-li-ti-ca-gem sf. Política mesquinha, estreita. (Dicionário Aurélio)

E ela tem sido tão presente no governo brasileiro! Eu vario meu olhar político entre profunda descrença e descaso – São todos iguais. Tudo ladrão! – e a utopia de, se não um mundo, um Brasil melhor – Esse não é o caminho certo. Tem que ser assim, assim e assim.

Sou contra o populismo das bolsas. Bolsa é um nome muito eufemista para esmola. Pura… politicagem. Se dá uns trocados para os miseráveis e, ao mesmo tempo em que os torna eternamente gratos a sua figura, os impossibilita de qualquer possibilidade de ascenção econômica ou social. Política baseada nisso me dá nojo. É fingir ajudar as massas enquanto se defende o interesse pessoal. É enganar quem não tem o menor discernimento político.

Quer ajudar de verdade? Investe em educação – que é o grande mal brasileiro (e todo mundo sabe disso, Deus!) – e  gera-se empregos. Essas bolsas, além de tudo, favorecem o status quo (eu adoro esse termo!) miserável. É um incentivo para as pessoas se acomodarem. Tem que botar o povo pra trabalhar. Quer dinheiro? Vai trabalhar. E aí, é claro, deve-se investir em qualificação e tudo o mais. Não é entregar o povo a própria sorte – não é isso que eu digo.

O problema é anterior. Não adiantam tomadas de atitudes que remediam, no final do processo. Se fosse fácil, já teriam resolvido. O que as bolsas solucionam? Nada. Apenas mantém as pessoas em uma sobre-vida, porém eleitoral, que vai se arrastar pelas próximas gerações. É por isso que eu sou contra o regime atual. E mais quatro anos virão.

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2 respostas para Politica.gem

  1. P.

    Não estou satisfeita com o resultado das eleições – na verdade, odeio as duas opções que sobraram – mas “investir em educação” é um conceito antiiiigo, clichê e gasto. Se fosse a solução…

    • Leonardo Torres – Autor

      Exatamente. Sempre é falado, nunca é feito. A questão é essa. No Pedro II mesmo, vi pessoas que não sabiam relacionar idéias em um texto se formarem. E olha que a nossa escola não era um caso grave. Imagina nas outras…

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