O que foi o RBD

Vamos falar de RBD,
(você pode pular para o post seguinte se preferir)

Hoje em dia eu consigo olhar para trás e ter uma perspectiva mais apurada sobre o que foi o RBD. Uma mudança de ponto de vista, sim, mas não radical – afinal, me amarrava neles (o que é tão vergonhoso quanto assumir ter sido emo – sou fruto de uma geração cheia de movimentos condenáveis). Não consigo estabelecer um contraponto do grupo com algo atual. Em termos de fenômeno e do target, o Restart talvez seja uma boa comparação. É, meninada, o RBD foi o Restart do meio da década. É isso aí.

(na época do RBD, as comparações eram com Menudo, então não reclamem)

Inegavelmente, o grupo mexicano foi um fenômeno em terras brasileiras. Enquanto vendiam milhões de cópias e lotavam estádios, muita gente os odiava e torcia o nariz: a comunidade “Eu odeio Rebelde (RBD)” no Orkut teve, por muito tempo, muito mais membros do que a de fãs. Isso é um fenômeno: sem espaço para a indiferença. E quando eu paro para pensar no grupo (naquele que, em 2006, fechou a primeira turnê no Brasil no estádio do Maracanã, e não naquele que se descambou  depois com a chegada dos problemas, do estrelismo e da erotização) eu não os vejo como uma poluição sonora, como muita gente via, pelo contrário.

(e que fique claro aqui que esse não é mais o meu estilo de música, mas não tenho problemas de tocar no assunto)

As letras eram pobres, os cantores não tinham lá grande potencial vocal, a melodia era extremamente comercial e eles prendiam a atenção pelo visual e carisma. Sim, todo mundo sabia disso. Não acredito que alguém fosse aos shows enganado sob esse aspecto. O público os abraçava porque cantavam a alegria e o amor (capaz de fazer milagres, como diz a letra de Aún Hay Algo). O RBD movimentou adolescentes cuja única rebeldia era ir contra as revoltas, os conflitos, as raivas típicas dessa fase. A adolescência é o momento em que se canta o desamor. Mas havia uma demanda que só queria ser feliz, despretenciosamente – e o grupo os atendeu.

O grupo era extremamente positivo. Pregavam a esperança de um mundo melhor. “Por que fazer a  guerra se a paz não custa nada? Queremos a paz na Terra. Estamos cansados de tanta morte e de tanta injustiça” ,  dizia Poncho – um dos cantores – nesse turnê de 2006, em um dos muitos discursos ensaiados ao longo da apresentação.  Eram textos clichês e com frases de impacto, porém eficazes. O público adotava a idéia. Pode parecer bobo, mas alguém tinha que dizer essas coisas (e nennhuma outra banda dizia, com medo de ser piegas). Aqueles adolescentes – os fãs – podiam, sim, crescer alienados e sem a menor noção de música (muitos devem estar frequentando os shows do Fiuk ou dos Jonas Brothers, por estarem sempre adotando o primeiro boom que aparece). Mas seriam boas pessoas. Panacões, naquele estilo mexicano de ser (cujo maior representante é a Maria do Bairro), mas pessoas do bem.  Alegres.

E isso refletia em muito o comportamento dos integrantes no palco. Nessa época a qual me refiro – a do Maracanã – eles também pareciam só querer se divertir. Estavam todo momento a ponto de dar pulinhos de alegria (e realmente os davam) e sorrindo de felicidade por estarem alçando vôos tão altos. Aquilo não era teatro, não podia ser – eu acredito nisso. Era contagiante e por isso também tantos adeptos. Depois, como já disse, descambaram, vieram os problemas, o cansasso e a diversão se tornou um fardo. Houve um momento que a questão caça-níqueis não era mais sequer disfarçada e o projeto se perdeu, sem fingir mais ter algum ideal. Aí sujou. Mas não ali.

Eu tenho boas recordações dessa fase (que eu sempre soube que seria apenas uma fase). Embora eu tenha mudado muito de lá para cá, não só no sentido musical, tudo que eu vivi foi importante para me trazer até aqui. Então, se você me admira um pouquinho que seja, não pode menosprezá-los totalmente. O RBD foi fundamental (e divertidíssimo), na época. Fiz muitas loucuras (eu ainda sou um homem de loucuras, mas as dessa época soam loucas demais até para mim) – irrepetíveis. Não tenho vergonha de dizer que escutei o que escutei – já tem muita gente se envergonhando por mim. E é isso. Que venham novas fases, assim, tão bem demarcadas e características.

16 respostas para O que foi o RBD

  1. Entre seu comentário aqui…Serio?Por favor…VC sente vergonha em dizer qe foi fã de RBD?Olha a sorte qe vc tem,de ter feito parte da geraçao rebelde,eu só tenho 12 anos,qando a banda acabou eu tinha uns 5.Sou super fã da banda,nn tive a sorte de fazer parte da geraçao qe soube oq eh cultura,qe soube oq eh musica boa,pq hj se vc parar pra ver,vai perceber qe hj a maioria das pessoas gostam de funk(nd contra )mais a maioria das musicas fla de sexo.Tenho muito orgulho de dizer aos meus amgs qe sou fã da melhor banda qe ja surgiu#RBDHastaLaMuerte

  2. Olha só,virei fã de RBD depois do fim da banda, agora no começo de 2014,Mas sei que comparar RBD com Restart ou algo do tipo é loucura,RBD não era uma banda EMO,Era pop Latino….
    No caso de eu ter virado fã no começo deste ano,te mostra OBVIAMENTE que depois de 6 anos após a turnê de despedida,O talento deles ainda é reconhecido,as letras não eram pobres,apenas refletiam oque se passava na vida de algumas pessoas,as letras em um ponto de vista diferente,eram pelo contrario muito bonitas,como Que Hay detrás,aonde a letra corresponde a momentos marcantes como,A fragilidade,a tristeza e etc…A letra no Refrão principal é: Oque há detrás de uma lagrima?Oque há detrás da fragilidade,Oque há detrás do ultimo adeus?Oque há detrás quando acaba o amor,Oque há detrás?
    São temas que pessoas sem cultura e que certamente não entendem que nós,fãs de RBD não frequentamos show e nem acompanhamos carreiras de cantores de baixo nível como Fiuk etc…
    São coisas que pessoas como você,nunca entenderiam.

  3. Elidiane

    Vergonha? você devia é ter vergonha de ter postado isso!!
    Tenho 21 anos e tenho orgulho de ter sido e ainda ser fã deles + de 5 anos depois.
    Eu escutei os últimos trabalhos da carreira solo de alguns.. e achei ótimo, e ao contrario do que você disse, eles tem talento, se não tivessem Anahi,Dulce e Maitê não teriam carreiras bem sucedidas hoje
    Comparar ao Restart é hipocrisia, eu nunca escutei e nunca vou escutar aquela merda
    E se você disse que tem vergonha de ter escutado RBD.. devia ser mais um idiota adepto de modinhas…mas felizmente existe muita gente que ama eles até hoje, pois mesmo que a banda tenha acabado, deixaram uma legião de fãs que acompanha o trabalho deles depois que sairam do RBD ♥

  4. Rafaela

    Você sabia que os CDs Nuestro Amor e Celestial no mês de Abril deste ano bateram record de vendas? Mesmo depois de 3 anos do fim da banda. RBD juntou em um ano mais publico do que a Madonna em 30 nos EUA. Em um dos show que o Poncho falou a frase que vc diz forçada, ele acrescentou que falava em todos os locais isso e era incrível como todos levantavam as mãos, ou seja todos podiam se unir pela paz. Hoje ele é embaixador do Non Violence da Yoko Ono, junto com a Anahi que foi a primeira latina a ser embaixadora. Virei fã quando a novela estava no fim, e ate hoje tenho contatos com pessoas de paiíes como Croacia, Romenia, Chile, Espanha, EUA, entre outros, que ainda são fãs.
    O que o mundo mais precisa é de Paz e Amor, as musicas deles eram perfeitas, melhores do que muitas de hoje que falam sobre guerra e sexo… Querer compara-los com Restart? Restart não sabe cantar, são meninos sem personalidade, que não fazem nada a favor da cultura brasileira. RBD ganhou criticas de jornais como The New York Times, capas de revista como People, conheceram mais de 23 países, lotaram shows em todos os lugares que passavam. Acho que você devia se informar melhor =D

  5. Aline

    Boom o projeto deles ficoou tãao perdido depoiis de 2006 que simplesmente no ANO em q a banda ia terminaar eles bateraam o record de nada maiis e nada menos do quee ROLLING STONES.
    Boom se informa antees de escreveer tanta bobageem e comparaar RBD com restart,afs ¬¬ .

  6. Thatiana

    Morro de rir com os fãs ali de cima. Incrível como eles não sabem nenhum pouco sobre interpretação. Sempre friso essa questão, acho importante. hahahahahahaha

    Anyway, RBD foi bom mesmo. Curtia. Não tenho vergonha de dizer, okay, um pouco.

  7. Se informe sobre RBD , antes de falar sobre eles !

    Fã que é fã nunca abandona seu ídolo .

    Quem foi fã de RBD é fã até hoje , e estão com eles até hoje , mesmo eles estando de carreira solo .

    ‘ O RBD só vai acabar quando o Ultimo coração Rebelde , parar de bater ‘ – acho que diz tudo né ? –

  8. Renata

    acho que o ponto epico do texto foi quando você comparou RBD com Restart. Restart nunca lotaria o Macaranã.

  9. Lucas

    Você só falou de 2006, 2006, 2006…e os outros anos do RBD? E a fase madura da banda? O desenvolvimento? Que ridiculo, muleque sem personalidade, concerteza você foi uma fãzinho POSER da epoca da novela…Pois os fãs de verdade estão aí com eles até hoje..

  10. Guilherme

    Sabe o que você é? Simplesmente uma pessoa sem personalidade. Se você ‘gostava’ vc se encaixa no perfil dos que gostam do primeiro BOOM que aparece. O RBD mesmo após a separação move multidões no mundo todo. Muita gente que gostava, ainda os seguem fielmente….para muitos idiotas como você foi uma fase…Do que você gosta agora? Vamos ver daqui 1 ano do que mais voce vai gostar.

  11. Mariana

    Cara. Primeiro aprende a definição de EMO. RBD é pop, pra ser EMO tem que ser rock. RBD é pop latino, como Backstreet Boys, Britney Spears e etc.
    Pode ser que o Poncho repetisse essa frase em todos os shows, mas é pq ele se importa com isso, ele não divulga, mas auxilia diversos projetos. Você sabia que ele doou o cachê de 2 shows dele no Brasil pra Floripa quando teve aquele desastre?
    E outra é como eles sempre falavam, mas acho que você não escutou bem, infelizmente não aprendeu essa lição: Ser rebelde não é fazer merda ou se revoltar por ai, ser rebelde é não aceitar passivamente o que você acha que está errado, é agir pra mudar as coisas que você acha que tem que ser mudadas.
    E você devia ser um daqueles fãs posers de 2006, senão saberia que no México é comum os atores de uma novela cantarem temas da mesma, os próprios RBDs achavam que com o fim de Rebelde o grupo acabaria normalmente e que durante a existência do grupo eles fariam shows só no México.
    Procure ai grupo Camaleones, grupo Clase 406, grupo das músicas de Atrevete a Soñar.
    Portanto RBD sempre foi caça niqueis, foi uma realização de sonho pros 6 e um meio deles conseguirem alcançar os sonhos deles agora na carreira solo.

  12. Erica

    Fiz muitas loucuras (eu ainda sou um homem de loucuras, mas as dessa época soam loucas demais até para mim) – irrepetíveis. – 2 votos né. vc jura

    nem sei o q falar. deixa pra la UHASUHAS

      • Erica

        iih, deixa p la, se eu falar, vao acabar confundindo o q eu falei e vai dá confusao p nós 2. quero nao. deixa minhas fotos e meus momentos nos meus pensamentos mesmo OIHSADOISAD

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