Fofoquinhas

Sei que não tenho contado muitas histórias aqui, mas falta tempo para isso. Tenho estado em um estado latente de ansiedade no qual eu quero ler livros, assistir filmes e peças… todas… tudo… ao mesmo tempo. Aí acabo só falando disso. Ainda rola o Festival do Rio, que me alimenta nesse sentido. Totalmente. Fora isso, provas (nem tudo é perfeito). Mas vou compartilhar aqui alguns casos engraçados que ocorreram no próprio festival.

Eu de papagaio de pirata do Eriberto Leão, no EGO

Caso 1 – Cine Odeon. Tô eu lá, de bobeira, desatento como sempre  e alguém passa por mim dando três tapinhas nas minhas costas. Me viro pra ver quem é. O cara segue andando, de costas. Não vejo a cara. Lanço: Ih, louco. Ele olha de volta e ri. Era Eriberto Leão. Ri também e pensei de novo (mas dessa vez não verbalizei): Ih, louco.

Caso 2 – Fila para entrar em ‘Malu de Bicicleta’. Marjorie Estiano e namorado na minha frente. Chega a vez deles e o segurança pede o ingresso. Ela diz que faz o filme. Ele ri com cara de ‘Aham, Cláudia, senta lá’. Ela repete: Eu faço o filme… Eu, atrás, não sei se rio ou compartilho do clima de tensão. Mas a tensão me contagia. O segurança chama uma recepcionista. Marjorie conta pra ela que tá no elenco do filme, etc e tal. Recepcionista pede pra ela ficar no cantinho (para não atrapalhar a fila): Já vou ver isso pra você. Eu penso: Tento ajudar a esclarecer isso? Conto pra eles que ela faz mesmo o filme? Dou meu ingresso e entro.

Caso 3 – Fim da sessão de ‘Cópia Fiel’ e eu encontro a minha professora de Filosofia do colégio. E aí, gostou do filme? Penso: não. Respondo: Mais ou menos. Ela curtiu. Notei que as pessoas tavam com cara feia, de quem não tava entendendo. Eu entendi! Mas não gostei! Por que as pessoas tem essa mania feia de pensar que se alguém não gostou é porque não entendeu? Tenho direito de entender e não gostar. Eu hein.

Caso 4 – Estréia do Festival, jornalistas apertados atrás de uma grade pequena. Celebridades passando, dando tchauzinho e fingindo não entender que precisamos de umas palavrinhas delas. Só paravam os aspirantes a fama, com aquele ar de por-favor-me-faça-qualquer-tipo-de-pergunta-que-eu-juro-que-respondo. Uma mulher que já devia ter seus 30 ou 40 anos, mas ainda tá aspirando, ficou um tempão ali com a gente dando entrevista. Não tinha a menor idéia de quem era. Não anotei as respostas. Apenas sorria e fingia interesse, enquanto na verdade tentava ver se estava chegando alguém mais top. Os outros repórteres anotaram tudo que ela falou, mas ninguém usou. Até agora, não sei quem ela era.

Caso 5 – Perguntei pro Murilo Rosa, que faz um gay em ‘Como esquecer’, se ele é a favor do casamento gay. Iiiih rapaz… sabe que eu nunca pensei nisso? Rio amarelo (leia-se então pensa rápido, por favor, porque eu quero ir embora). Oooooi fulano, Murilo me ignorando. Hahaha tá vendo como se foge de uma pergunta?, Murilo deixando claro que tá me ignorando. Anoto a situação, as falas e penso: é essa a matéria: Murilo Rosa evita falar de casamento gay. Na saído do cinema, ele me vê. Você!, agarrando meus braços. Eu, assustado. Não te respondi! Você ia colocar que eu não respondi, né? Mulher dele: Ah, era dele que você tava falando? Como assim eles tavam falando de mim? Ah, sim, eu até anotei aqui, olha. Falando que você fingiu cumprimentar um amigo, hesitou e não respondeu. Murilo ri: Você ia colocar isso mesmo? Sério? Mulher interfere: É que ele nunca pensou nisso! Respondo: É, ele me disse. Murilo: Eu sou a favor de qualquer união feliz. Tá anotado.

Caso 6 – Essa não é do festival. É da estréia da peça do Paulinho. Bianca Bin, de Passione. Todos fotógrafos tirando fotos. Tento entrevistá-la, mas ela é um tanto quanto monossilábica. Qual seria a primeira coisa que você faria se fosse um homem? Bianca: Sei lá. Veria meu pau. Ok, resposta desagradável. Não tenho como publicar ‘pau’. E se publico ‘pênis’, a declaração perde todo o sentido. Agradeço e saio de perto. Vem ela atrás de mim um minuto depois: Hey! Não põe isso não! Muito feio! Coloca que eu faria xixi em pé, é mais sútil. Pra fazer xixi, tenho que ver meu pau. Ah, valeu. Toda a imprensa começa a se perguntar qual o nome dela. Garanto que é Bianca, mas não sei o sobrenome. Deixa eu pensar…Bianca Rabin! Fotógrafos anotam o nome para passar para os sites. Eu começo a pensar. Rabin? Nome estranho hein. Gente, não ponho a minha mão no fogo não hein… é Bianca, mas não sei se é Rabin. Põe ‘Bianca Passione’!

Bianca Bin: para mim, Rabin.

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