Ih, 21

Nos últimos quatro aniversários, tem sido o mesmo. Eu me desperto mal humorado e passo dia controlando para que isso transpareça o menos possível enquanto ninguém tenta controlar o desejo insaciável, inexplicável e momentâneo de me dar beijinhos, abraços e felicitações. Parabéns… por seguir vivendo?

Chega um momento da vida em que não se ganha nada com o avanço do relógio (aliás, eu sou mais extremista e acho que antes tampouco se ganhava, mas eu não dava importância), a não ser rugas e estrias. Não acho que cheguei nessa fase ainda, mas ganhei responsabilidade também. E responsabilidade é algo que é muito mais gostoso viver sem.

Ganho – a cada aniversário – uma série de medos e inseguranças também, embora dessa vez eu esteja mais tranquilo quanto a isso. Evitando pensar, pelo menos por enquanto. Embora sempre que eu me dê conta dessa minha atitude, eu me preocupe. Mas esses grilos eu vou guardar para mim.

Fiz 21 anos. Tenso. Lembro de quando eu fiquei feliz por fazer 10 ou de quando fiz 18 e os 20 ainda pareciam algo remoto. Remoto como os 30 são hoje em dia. Caraca, 21. Faltam só 9. É, é isso aí. Feliz aniversário para mim, com abracinhos, beijinhos e – de preferência – presentinhos.

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