Ex-BBBs veêm na balada uma oportunidade de trabalho e se tornam DJs

A ex BBB Morango tocando em uma boate de Fortaleza

A ex BBB Morango tocando em uma boate de Fortaleza

Tuntz tuntz tuntz. Você entra e, aparentemente, nenhuma novidade. A mesma pista. Galera dançando. Paquerando. Drinks na mão. Escuridão. Holofotes coloridos. Música alta. E flashes, muitos flashes. Isso sim é diferente. Então, você reconhece o DJ. Não é o residente. Aquele rosto é famoso. “É o cara do BBB ou eu já bebi demais?”

Não bebeu não. Você está certo. Cada vez mais participantes do reality show estão aderindo à profissão. Atores, modelos, cantores, apresentadores e, agora, também DJs. Eles são pau para toda obra, ainda que com talento questionável a maioria das vezes. É o caso de Ana Angélica – a Morango – que estreou sua nova função no Clube Glória, em São Paulo, no último dia 12.

A big brother de 24 anos teve apenas uma aula antes de se aventurar nas pickups e conta que a fama ajuda a arranjar trabalho nessa área. Segundo ela, recebeu apoio e incentivo do DJ Kbeça – seu professor no intensivo – e da DJ Aline Ribeiro para iniciar a nova carreira: “Há espaço para todo mundo”.

Mano no Bar Londra, no Rio de Janeiro: "A música já faz parte do meu dia a dia"

O mesmo não aconteceu com Emanuel Milchevski de 25 anos, que trabalha como DJ há um ano. Mano – como era conhecido no programa – diz que, no início, não foi bem vindo nas baladas. “Já sofri preconceito de outros DJs por ser ex-BBB, mas não estou nem aí para isso. Hoje em dia eles me recebem bem e alguns até viraram meus amigos”, conta o modelo, que agora está estudando para ser produtor musical.

Essa é a palavra chave para o residente das festas cariocas After Beach, Patotinha, Suburbian Pool Party e a mineira Set Me Free – o DJ Flavius: “Com estudo, talento e esforço, qualquer pessoa pode exercer qualquer profissão, inclusive essa”. Ele assume não conhecer o trabalho dessas celebridades e diz que, se elas se aventuram sem conhecimento de causa, o resultado pode ser desastroso: “Dificilmente o meio vai reconhecê-lo como profissional sério. No final vão olhar o real DJ e pedir que ele salve a noite”.

Milena de DJ em Manaus, onde vive

Milena Fagundes – outra ex-BBB que virou DJ – concorda com Flavius. Ela fez um curso de dois meses no Personal Dee Jay Course, com o professor Wagner Pereira, logo que saiu do reality da Rede Globo. As aulas individuais aconteciam diariamente com cerca de duas horas de duração cada uma e foram essenciais para que ela aprendesse a mixar todos os estilos musicais em todos os tipos de equipamentos, inclusive no vinil.

A manauense de 33 anos, que já foi mulher de um DJ, acha errado quem finge ser DJ de verdade sem saber o que está fazendo: “Isso prejudica os que realmente tocam. As celebridades devem deixar claro que estão apenas brincando, posando para fotos e escolhendo o repertório para um DJ real tocar’.

Para ela, dessa maneira os verdadeiros profissionais não são prejudicados. Eles continuam sendo necessários enquanto os artistas ficam com os holofotes e a atenção do público. Já DJ Flavius, 34 anos, acredita que quando os famosos conseguem sucesso e dinheiro nas pickups a profissão acaba sendo banalizada: “Dá uma falsa idéia de que tudo é muito fácil.” Afinal, ser DJ não é colocar fone de ouvido, sorrir e levantar o dedinho.

Fone no ouvido, sorriso e dedinho pro alto

Fotos: Internet
Publicado no Portal Plus Tv
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