#justthinking

Verônika decide morrer, Vicky Cristina Barcelona, Julia & Julie, Vidas que se cruzam, Nick e Nora – Uma noite de amor e música, Como roubar um milhão de dólares, Maluca paixão, Saneamento Básico, Frost/Nixon, Um segredo entre nós,  The Runaways, Evita, Um olhar do paraíso e Noivas em Guerra. Estou em mais um momento cinéfilo de minha vida – o que sempre é um problema.

Não que eu esteja culpando os filmes, mas eles despertam em mim pensamentos que talvez – apenas uma remota talvez – eu não viesse a ter. Esse último, Noivas em Guerra, é um filmeco com ares Disney que eu apenas optei ver por querer dar umas risadas despreocupadas. Não rolou. O filme fala de amizade colocada à prova por interesses e desejos comuns. Me lembrei de uma época da minha vida na qual isso era corriqueiro.

O que fazer quando todo mundo quer algo e apenas um pode ter? Isso era constante. ‘Eu vou ter’, qualquer um poderia pensar assim. Mas se seu amigo também quer? É complicado. E pior ainda é quando ‘apenas dois podem ter’, o que significa decidir quem vai e quem irá acompanhar. Isso num grupo de mais de dez amigos verdadeiros – se pensava assim na época – dá confusão.

Há aqueles que essencialmente só pensam neles e não resta outra ao grupo que aceitá-los assim. Mas há aqueles que parecem se importar com os demais. E esses, se alguma vez pensam em si, são crucificados. É uma situação bem chata. Uma vez li no Twitter uma frase que explicava isso muito bem. Provavelmente, até dei RT. Dizia algo como “Você sempre fez tudo certo. Tudo. Se você errou uma vez. Desista. Você não presta.” É isso.

#justthinking

Tentei fazer brigadeiro

Acho que o título desse post é bem auto-explicativo. Eu não consegui – o que é mais uma confirmação que eu sou mesmo filho da minha mãe. Ela não é lá uma grande cozinheira. Prefere pedir marmita e comprar comida congelada a chegar ao fogão e cozinhar. E naquelas festinhas de criança onde cada uma leva uma coisa, ela sempre me dizia: “Pede para levar refrigerante, porque eu não sei fazer nada!” E era isso que eu dizia. Mamãe não sabe cozinhar. E, bem, eu também não. Nem brigadeiro.

Eu deveria ter desconfiado, já que também não tive muito sucesso com o macarrão instantâneo. Na última vez que tentei, obtive uma pasta massuda e cheia de espuma. Não deu certo não e dei fim à minha aventura culinária. Agora, quis voltar. Todos meus amigos fazem brigadeiro. Já os vi fazendo tantas vezes. Parecia tão fácil. Subestimei a arte do doce mais desejado das festas infantis.

Estava lá eu mexendo a colher na panela em formas circulares, sempre para o mesmo lado (o meu braço estava cansado já, queria mexer no sentido inverso, mas tive dúvidas se podia fazer isso, não arrisquei) quando aquela coisa marrom começou a borbulhar. Eu sabia que aquele era um momento importante. Segui mexendo. Abaixei o fogo com a outra mão. Tava no máximo – sabe como é, gosto de tudo muito rápido. Coloquei no mínimo para não queimar. Seguiu borbulhando. O chocolate tava fervendo. Apaguei o fogo. Segui mexendo. Notei que havia crostas no fundo da panela. Crostas. 

I´m not Julie Child

Tentei arrancar as crostas com a colher. Não se moviam. Tenso. Eu queimei, né? Tirei a parte mais líquida de cima e vi: queimadíssimo. Dei uma provadinha. Tava quente demais para sentir qualquer gosto. Coloquei a panela na geladeira. Fui lavar a colher. O chocolate (não sei se posso chamar assim) não soltava da colher. Por nada. Juro que fiz de tudo, mas não deu certo. Saldo dessa experiência:

  1. Uma colher no lixo;
  2.  Uma lata de leite condensado no lixo (cerca de R$3) – ou você acha que depois eu não constatei que toda aquela gororoba marrom tinha gosto de queimada?;
  3. Uma panela com crostas de chocolate irremovíveis, totalmente queimada (a enchi de água e deixei para minha mãe resolver esse problema);
  4. Um esporro da minha mãe hehe;
  5. Uma sacaneada da minha mãe:

– Quando você quiser ter uma aventura culinária, me avisa. Tinha que ser com fogo baixo. Não sei fazer também não, mas é sempre com fogo baixo. Por que você não comprou brigadeiro pronto?
– Porque eu queria fazer…
– Eu hein. O pronto é muito mais prático…

É isso aí. Somos bom mesmo é comendo.

Féééééééérias!

Finalmente. Não posso dizer que esse foi um período atarefado, cheio de provas e trabalhos, porque não foi. Já houve época em que tinha muito mais coisa para fazer: trabalhava, estudava no ônibus para as provas e tinha dezenas de vídeos para gravar. Então, agora, já tinha a vantagem de ter o dia todo para fazer o que quer fosse (por outro lado, zero dinheiro na carteira, mas a vida é assim mesmo…). A questão é que estive impaciente e intolerante esse semestre – não só com a faculdade, mas o foco aqui é esse.

Talvez isso tudo fosse apenas reflexo da minha ansiedade. Não via a hora de que chegasse Julho e Agosto e, embora não tenha chegado ainda, me sinto mais tranquilo agora sabendo que não há mais uma série de provas no caminho até eles. Ótimo. Poder ver filmes exaustivamente, ir dormir tarde e acordar mais tarde ainda e ficar cansado de fazer absolutamente nada é algo que me agrada, pelo menos por um tempo. Depois começa a deprimir…

Bem, vou passar para vocês alguns textos que produzi esse período e ainda não tinha mostrado aqui no blog.  Aproveito para agradecer a todos os entrevistados e colaboradores. Se interessar a alguém…

Quem é Karina Bacchi? ler
A vida de adulta de uma antiga atriz mirim ler
Ser correspondente internacional não é fácil não ler
Namoro na faculdade: ajuda ou atrapalha os estudos?ler
Continuação de ‘Oco do Toco’ leva crianças a interagirem com a peçaler

Eu gostei de ‘Maluca Paixão’ e daí?

Hoje eu assisti ‘Maluca Paixão’ (All About Steve), o filme vencedor do Framboesa de Ouro – O Oscar dos piores – deste ano. Diferentemente das outras edições, dessa vez não estou de acordo com a ‘vitória’. O filme é super interessante e trata de questões bem legais. Eu gostei. Eu hein.

Sandra Bullock, pior atriz por Maluca Paixão = Não concordo
Sandra Bullock, melhor atriz por Um Sonho Possível = Concordo menos ainda
Sou desses.

Os personagens principais trabalham na imprensa e isso serve de plano de fundo para história, com várias críticas sutis: por exemplo, ao oportunismo da mídia na guerra por audiência e à vaidade e competição excessivas no meio televisivo. A personagem de Bullock é uma incrível nerd sem noção do ridículo – que rendeu a ela, também injustamente, o Framboesa de pior atriz. E aí vem outra crítica que o filme traz: a necessidade das pessoas de se enquadrarem nos padrões e parecerem normais aos demais.

É muito bacana, gente. Sério mesmo. Sabe que eu não meto você em furada, né? Pode ver e depois me conta o que achou. A história traz várias reflexões. Eu repensei um bocado meu comportamento e atitudes. Desculpa aí, amigas-nerds-estranhas-que-eu-já-quis-normalizar. Sejam estranhas, se são felizes assim. Eu também não sou normal – e gosto disso.

Eu ando pelas ruas dublando as músicas que estou ouvindo enquanto toco a minha bateria imaginária; de vez em quando, falo sozinho; já tive minha época de fanatismo e obsessão; me apaixono por alguém que não conheço pessoalmente e está a quilômetros e quilômetros de distância; me irrito e deprimo com coisas que o resto do mundo sequer nota; não ligo para a roupa que estou usando; tenho certeza de que os meus amigos não são normais (o que é suspeito); no geral, gosto de estudar (Matemática já foi a minha matéria favorita algum dia); e não bebo, não fumo, nem me drogo – o que nos dias de hoje é bem anormal, quase aberração.

Vuvuzela

Certo manhã de Copa do Mundo, em Vila Isabel, um casal de velhinhos no ponto de ônibus:

Vovó: O barulho dessas vuvuzelas me dá dor de cabeça…
Vovô: É, mas tem que pensar que as pessoas fazem isso porque estão felizes.
Vovó: É, eu sei.

Vuvuzela: FOOOOOOOOOOOOOON

 

Vovó: Ai, mas a felicidade dos outros tá me irritando.

Sentir

Para ler ouvindo:

É muito mais do que querer. Me atrevo a dizer até que não tem nada a ver com isso. Talvez seja este o grande erro. Querer. Ele é flexível e efêmero demais. A esta hora da noite, tudo que quero é escrever e dormir. Ao despertar, por volta de meio-dia, meus desejos serão outros. Algo parecido com escovar os dentes e almoçar. Entende? Querer é extremamente mutável. Conciliar o querer – com essas características – de duas pessoas é praticamente impossível. Não é agradável e sim um negócio.

Não pode ser querer. Sentir é o caminho certo. Querer tem data de validade. É fadado ao fracasso. Não que o sentir seja eterno, mas eu confio mais nele. É mais bonito e menos egoísta que o querer. É despretencioso, sem ambição. E, em último caso, é melhor recordar daquilo que se sentiu do que aquilo que  se quis.

O querer perde o sentido com o tempo. É importante hoje e desprezado amanhã. Seus desejos atuais diferem quase que totalmente dos seus desejos infantis, se você for uma pessoa normal (e se não for, não há drama, eu já me dei conta que também não o sou). O outro é diferente. O sentir – mesmo que saia de cena para novos sentimentos – é irrevogável. Você sentiu. E por mais que deixe de senti-lo algum dia, a lembrança é carinhosa. E a lembrança traz consigo uma carga de sentir. Nunca de querer. Lembrança com querer é saudade. Lembrança com sentir é só lembrança. Serena.

O querer é pertubador. Exige muito da gente. Quem quer tem que fazer por onde para conquistar. É ativo. Quem sente simplesmente sente. E, mesmo assim, sentir é muito mais vívido. Querer pode propocionar mais histórias, mas as mais bonitas são aquelas em que se sentiu.

Quem é Karina Bacchi?

Karina venceu ‘A Fazenda’ após 90 dias de confinamento

A próxima edição de ‘A Fazenda’, o reality show da Record, tem previsão de estréia para o final do mês de Setembro. Os nomes dos participantes já estão pipocando. Geisy Arruda foi o primeiro a aparecer, logo descartado pela emissora: “Ela não é, digamos, o nosso sonho de consumo”, disse o presidente do comitê artístico do canal, Mafran Dutra.

Ronaldo Ésper e Valeska Popozuda também foram cogitados, mas Brito Jr, o apresentador do programa, disse que não é verdade: “Se os quatro nomes que me falaram na última reunião se confirmarem, vamos ter um baita programa. São pessoas muito polêmicas. Gente que dispensa apresentação”.

Assim é a vencedora da última edição, Karina Bacchi, que levou como prêmio um milhão de reais, mesmo com uma imagem percebida como pouco definida pelo público. Na versão brasileira de ‘Simple Life’ – o reality show de Paris Hilton – Karina fez uma patricinha obrigada a pegar no batente. Na ‘Fazenda’, foi uma humilde mulher de família. Na Playboy, uma sex symbol. Na literatura, escritora de livros infantis. Afinal, quem é ela de verdade?

Segundo a própria, a melhor forma de conhece-la foi mesmo no último reality show, que ela define como uma experiência única em sua vida. Karina diz ter agido de forma limpa e transparente e, por isso, não se surpreendeu com a vitória: “Nunca perdi nenhuma competição que participei”.

Fazendo a linha politicamente correta – não bebe, não fuma, não se droga e dorme cedo – ela diz que a maior lição que tirou do programa foi a confirmação de que os seus valores podem fazer a diferença. Ironicamente, essa é a mesma pessoa que já fingiu um affair com o ‘baixinho da Kaiser’ para divulgar a marca; foi flagrada na praia em momentos íntimos com o então namorado Jean Fercondini e posou nua para a Playboy exibindo um piercing genital que posteriormente foi leiloado.

Karina se arrepende de ter posado nua

Hoje em dia, com um milhão na conta e declaradamente religiosa, ela se arrepende de ter agido impulsivamente em alguns momentos, como o caso da revista masculina que vendeu 278 mil exemplares: “Não me orgulho e não incentivo ninguém a posar”. Essa é a nova Karina, diretora da Ong Florescer, que atende mais de 850 crianças carentes. Segundo ela, seu nome é conhecido no meio filantrópico: “Ajudo diversas outras instituições de várias maneiras.”

Milionária, a contratada pela Record para investir em uma carreira de apresentadora quer continuar com os pés no chão, trabalhando e poupando dinheiro: “O foco desse prêmio são as obras sociais”. Assim, ela descarta usá-lo para comprar uma casa nova ou realizar viagens.

Karina e Lucas Andreli, proprietário da Rosa Clará de São Paulo, após o desfile da grife em Barcelona

Mas o fato é que ela está viajando pela Europa há pelo menos três meses – se é com a grana do reality show ou não já é outro assunto. Entre cursos de idioma, passeios culturais e presença em grandes eventos, como o desfile da Rosa Clará, Karina Bacchi voltou aos tablóides, dessa vez internacionais.

A imprensa italiana justificou a longa estadia da loira no continente por uma suposta reaproximação dela com o jogador Cristiano Ronaldo, com quem já teve um relacionamento no passado, chegando até a ser apresentada a família do português. Nenhum dos dois chegou a confirmar os reencontros. Parece que foi mesmo apenas fofoca – o que Karina já está acostumada: “Procuro superar todos os obstáculos de cabeça erguida, com garra e com a humildade”. Esse é um típico discurso Bacchi: parece ensaiado, mas todo mundo gosta de ouvir.

Fotos: Divulgação
Publicado no Portal PlusTv
http://portalplustv.com.br/portal/celebridades/a-vida-de-karina-bacchi-com-um-milhao-na-conta/

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