Como foi entrevistar Luana Piovani

Para ler escutando Um Sonho – Caetano Veloso

Tenho que escrever uma reportagem de cultura para  disciplina Laboratório de Comunicação da minha faculdade. Como escrevi uma matéria sobre a peça O Oco do Toco para a P1, resolvi seguir nessa linha e escrever agora sobre teatro infantil. Eu tinha acabado de assistir o show da Isa Tkm, que é um musical, então poderia usar essas duas experiências no texto. Corri atrás e consegui uma entrevista com Willy Martin, um dos atores de Isa. Me animei.

Lembrei de Luana Piovani, que costuma produzir peças infantis e fui no site dela dar uma olhada. Mandei um e-mail para a assessora dela, com a minha total cara de pau. Expliquei tudo. Me retornou pedindo as perguntas. Luana responderia por e-mail. Fiquei empolgado. Assim, minha matéria ficará muito boa. Enviei as perguntas. No mesmo dia, a assessora, diga-se de passagem muito atenciosa, me disse que Luana estava muito ocupada, porque está gravando a próxima minisséria da Globo. Por conta disso, seria mais fácil falar com ela por telefone. Era para eu ligar hoje.

Telefone.

Luana.

Telefone.

Luana.

Fiquei um pouco tenso. Sabe como é. Não é qualquer uma. É Luana Piovani, o monstro da imprensa. Aquela que bate em paparazzi (por telefone, pelo menos, estarei seguro), dá fora quando ouve perguntas idiotas e, bem, aquela que já mereceu, no passado, as sandálias da humildade. Nunca entrevistei ninguém famosa assim. Ninguém polêmica assim. Eu tinha mesmo que começar com a Luana? Caramba. Onde foi que eu me meti? Fiquei com medo.

Com sorte, ela poderia me tratar bem, né? Sabe como é, eu sou aluno ainda. Não sou impreeensa. E as minhas perguntas são bem simples, sobre teatro e seu atual projeto, não há nada íntimo ou pessoal demais. Sabe como é: não quero saber sobre o namorado novo dela. Aliás, ela tá de namorado novo? Não sei. Viu. Essa é a prova. Não sei e não quero saber. Ah, tenho até raiva de quem saiba. É isso aí. Tenho raiva. Eu hein. Vou fazer a Luana notar isso e ver que eu sou um cara legal.

Bem, e ela aceitou, né? Se aceitou, não deve estar a fim de me tratar mal. Ai, meu Deus. Que ela esteja de bom humor. Meia hora antes do marcado, minhas pernas estavam sacudindo freneticamente. Pareciam que iam levantar vôo. Meu coração na boca. Bebi água algumas vezes, não sei muito bem para quê. Não adiantava nada. A cada minuto que se aproximava, eu ficava mais nervoso. Assisti esse vídeo para ver se eu relaxava:

Não relaxei. Liguei. Ocupado. Liguei de novo. Ocupado. Ocupado, ocupado, ocupado. Mil vezes. Pronto, Luana tirou o telefone do gancho. Desistiu de falar comigo. Ou foi tudo uma pegadinha. Luana é dessas me sacaneando. Ela nunca pensou em me atender. Era tudo fingimento. Sabe como é: ela é atriz. Liguei de novo. Nada. Fui beber mais água. Botei a comida pro gato. Não podia imaginar a hipótese dele começar a miar pedindo Whiskas Sachê enquanto a Luana me respondia perguntas no telefone. Imagina. Ela ia me achar um completo idiota. Ai, meu Deus. E se ela achar realmente isso? Não posso parecer tonto.

Liguei de novo. Redial. Chamando. Puta que pariu. Agora ela vai atender. Tomara que a Juliana atenda. Juliana é assessora. Sabe como é: combinei com ela. Então, que ela atenda. Luana direto não. Por favor, meu Deusinho. Juliana atendeu. Simpática como nos e-mails. Foi chamar Luana. Já ouvia ela falando ao fundo. Tenso. Luana veio. Cumprimentos e apresentações. Não me parece nenhum monstro. Não, não. Luana é até muito legal. Comecei a fazer as perguntas. Respondeu todas muito bem. Ela fala muito bem. Inegavelmente, tem o dom da palavra. Me parece muito inteligente também. Adorei. Sério. Ao final da ligação, me senti saindo de uma guerra. Não pela Luana. Mas pela ansiedade que eu estava. Foi uma sensação desgastante. A toa. Ela é super legal. Me desculpe o pessoal do Pânico, mas a verdade é que eu também não curto o programa de vocês.

#LuanaTeam

Dias 1, 2, 8, 9, 15, 16, 22, 23, 29 e 30/5
Espetáculo O soldadinho e a bailarina
Espaço Tom Jobim – Jardim Boânico – Contato: (21) 2274-7012
Horário: 17h
Ingresso: R$ 60,00 (inteira) / R$ 30,00 (meia entrada para estudantes, idosos e funcionários do JBRJ munidos de crachá)

3 respostas para Como foi entrevistar Luana Piovani

  1. F. Labriola

    HAHAHA, muito bom, mas realmente é de sentir medo. Bom saber que ela foi legal ctg, acho que não é muito comum isso, aposto que se perguntasse do namorado a conversar tomaria outro ritimo e clima. HSUHAUUSHUAHUHUHAUHSUUAHUSHUA

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