Por que os ex-BBBs caem no esquecimento?

BBB acabou e agora é a hora da indústria cultural (aprendi isso na faculdade e já tô aplicando aqui no blog pra dar uma elevada no nível) usar e abusar da imagem dos ex-confinados até ela estar totalmente desgastada e desvalorizada. As mulheres gostosonas vão pra capa das revistas eróticas, os homens gostosões vão pra coluna de desejos das revistas gays, os mais populares entram nas revistas de fofoca e festa boa passa a ser sinônimo de festa com BBB.

É uma parceria que dá certo: de um lado a mídia, carente de assuntos melhores; do outro, os ex-BBBs gritando ‘Eu tô aqui! Me explora!‘. Ambos os lados da aliança sabem que ela é efêmera e querem lucrar o máximo que puderem. Há, em outra ponta desse triângulo imaginário, o público, com sede desse conteúdo – afinal, não há mais o pay per view. Não cabe aqui discutir se isso é positivo ou não. O grande barato disso é o processo bumerangue: os cidadões saem do anonimato ao entrar no programa, da noite pro dia necessitam de assessores de imprensa, e da mesma forma que tudo começou, acaba: de repente. Você vai longe, mas volta pro estado inicial – como o bumerangue. Separei abaixo algumas manchetes do EGO:

Há quatro meses, nenhuma delas nos interessariam. Fernanda era apenas a dentista de Ribeirão Preto, Cacau a gostosinha daquela festa que você foi, Serginho uma bixinha na balada, Eliéser apenas mais um na platéia da Eliana Dedinhos. E, tá, você pode dizer: bem, eu continuo sem me interessar pela vida dessa gente sem sobrenome. Você é exceção. O que gera esse interesse excessivo pela vida de pessoas que resolvem se expor em um programa de Tv não é muito claro – talvez o espírito voyeur que todo mundo deve ter (quem não gosta de uma fofoquinha?).

A questão é: porque esse interesse – específico por cada personalidade – acaba com o tempo? Digo específico, porque quando outra edição do programa inicia, começa tudo de novo – e o foco são os novos participantes. Quando, exatamente, os ex-BBBs deixam de interessar? Não venha me dizer que eles não mantém a popularidade por falta de talento. Se isso não foi, em momento algum, pré-requisito para se tornarem interessantes, tampouco pode ser para deixarem de ser-lo. O que será? Porque a vida da nossa vizinha piranha é interessante há anos e não bancamos um BBB por mais que seis meses?

Talvez porque eles percam a espontaniedade fora “da casa”. Talvez porque nunca tenham sido espontâneos e, aqui fora, a famosa máscara, finalmente, cai. Mas, assim, só talvez.

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