Amanda

Na minha opinião, com 13 anos, somos crianças ainda. Quando te conheci, você ainda era uma menina. Alguns diriam que você era a mascote do grupo. Acho essa uma palavra muito vulgar para descrever-te. Te vejo mais como uma princesinha. A nossa princesinha.

Menininha extremamente tímida. Encantadora. Indefesa e inocente, em todos os sentidos. Muitas vezes, senti vontade de gritar com você: “Acorda, Amanda!”. Outras quis gritar com os outros para que te deixassem em paz. Não tomei nem uma, nem outra atitude.

Sempre houve gente demais querendo te proteger… do mundo. Você provoca o instinto de proteção nas pessoas. Por muito tempo, você foi a própria princesa encastelada. Seu castelo? As pessoas que te cercam. Tentei não fazer parte disso. Comigo, dei espaço para você pensar. Tirar as suas próprias conclusões e tomar as suas decisões.

Por mais que eu achasse que você podia estar fazendo a coisa errada às vezes, preferi não me interferir, como faria com qualquer outro amigo. Tem sempre tanta gente querendo tomar as decisões da sua vida. Você precisava respirar. Escolher, fazer, errar, chorar. É assim que se cresce. Além do mais, quem garante que a nossa opinião é a certa e a sua errada? Na verdade, ninguém sabe de nada. Viver é se arriscar.

E digo mais: a sua inocência e sua suposta fragilidade te faziam tão especial. No fundo, queria que você seguisse assim pra sempre. Queria mesmo. Preferiria que você não crescesse. Desejava ter sempre a nossa princesinha ali disponível pra pegar no colo. Puro egoísmo. Eu cresci. E você também, como não poderia deixar de ser.

Inocente e indefesa? Tá bom. Agora, a gente que tome cuidado com você. Princesinha? Tá mais pra rainha. Você mudou tanto. De forma tão natural e gradual que eu não tenho certeza se notei que isso estava acontecendo. Foi um processo sutil e delicado. Não esperaria outra coisa de você, a mais elegante de todos nós que te rodeamos.

Mas, Amanda, na real, lamento por quem te conheceu rainha perigosa. Primeiro, porque estão há tão pouco tempo contigo! Não desfrutaram metade das histórias que desfrutei com você. Segundo, porque, para a gente que te conheceu princesinha inocente, você será sempre assim. É como uma mãe que acha que o filho é sempre criança. Você pode fazer 18, 20, 30 anos. Sempre será a minha pequena, minha bebê, minha princesa.

Feliz aniversário. Não te desejo juízo, porque isso eu que você tem. Te desejo liberdade e, acima de tudo, espaço – para você respirar. Em todo caso, se sentir falta de ar, pode contar comigo. No mais, coragem e confiança: nunca deixe de fazer nada que você queira por causa dos outros. Isso você já fez a vida toda.

Sucesso! 🙂

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2 respostas para Amanda

  1. Erica

    Ah, que coisa mais linda, gente. Amei. Eu conheci Amanda Princesinha. E hoje está ai completando 18 anos. É, o tempo passa né? Vou deixar feliz aniversário aqui pra ela tbm. Parabéns, Amandinha.

    E Léo, parabéns pelo texto. falou tudo ai…

    bjs

  2. Thatiana

    Gostei do textinho. Pena de mim, conheci Amanda Rainha! UHAUHAUHAUHAUHA
    Aproveito a deixa, pra deixar os parabéns, de novo para ela! =)

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