Sandy lança primeiro álbum solo (escute as músicas)

Sem grande alarde e com um discurso despretensioso, Sandy lança seu primeiro álbum como solista, Manuscrito. Com influências do pop britânico, o CD traz letras mais maduras,  compostas por ela, formada em Letras pela PUCC. Músicas falando de amor na vibe de A Lenda e Thuru Thuru, felizmente, não existem mais. As letras agora são muito mais introspectivas.

Apesar disso, Sandy decepciona quem esperava uma sonoridade mais jazzista ou mpb. Longe disso. Ela continua pop. E Junior, também, continua ali, embora escondidinho. Ele e o marido da cantora, Lucas Lima, são os produtores do CD: “Sabia que eles não iriam trair quem eu sou como artista e como pessoa”, disse ela que afirmou também só confiar neles para essa função.

O que também continua o mesmo é o público, o que garantiu uma tiragem inicial de 50mil cópias. Mas, embora diga que ‘seus fãs são um máximo’, Sandy diz que seu tempo de popstar já passou e que, se ela pudesse escolher, preferiria trabalhar com algo menor, mais intimista e sem pressão de vendagem, teoricamente como está acontecendo agora. “Eu não sei qual é o tamanho que o público vai me dar agora, mas eu aceito qualquer um”, disse ao UOL. Abaixo, você confere uma análise faixa-a-faixa feita por mim (e sim! eu adorei o cd!).

01. Pés Cansados (ouça aqui)

A primeira faixa do álbum é também o primeiro single. É uma música que não diferencia muito dos últimos álbuns feitos no tempo de Sandy&Junior. Tem uma sonoridade parecida com a do álbum Identidade. No entanto, apresenta uma poesia mais madura. Autamente biográfica, analisa a própria carreira como cantora.

02. Quem eu sou (ouça aqui)

É a mais pop do CD e, assim, a mais próxima do seu público fiel. Para essa faixa, foi criada uma batida mais comercial.  Quem fez foi Junior Lima, o irmão, o que explica tudo. Tem cara de hit. A letra é um questionamento sobre a vida. Como ela mesma diz, uma sequência de perguntas sem respostas.

03. Tempo (ouça aqui)

O tempo como curador de tudo. Faixa otimista que soa como auto-ajuda, mas de qualidade (se isso é possível). Aqui, ela apresenta a cara do CD: uma forma de cantar tranquila, sem gritos, com um arranjo leve, sem surpresas no seu decorrer. A música começa e termina com a mesma cara.

04. Ela/Ele (ouça aqui)

O arranjo simples que caracteriza o CD. Aqui, é contada a história de um casal. Há algumas referências claras a ela e Lucas, embora não se possa afirmar que seja sobre eles a canção, já que alguns detalhes não batem. Pode ser sobre qualquer casal. No entanto, se for autobiográfica, não há como ser sobre outro relacionamento seu, já que faz alusão à casamento e tudo o mais.

05. Dedilhada (ouça aqui)

Podem atirar as pedras, mas me arrisco a dizer que essa música tem um quê bem sutil de country que funcionou muito bem. É gostosa de se ouvir e a voz dela está especialmente delicada nessa canção. Mas não nego: é uma faixa que passa despercebida.

06. Sem Jeito (ouça aqui)

A galera do meu MSN se refere a essa faixa como ‘a música dark’. A sonoridade é mais pesada mesmo com relação a tudo que ela já fez e que apresenta neste álbum. Não agradou a maioria das pessoas da minha lista. A letra é a primeira do CD que fala de relacionamento em primeira pessoa. Ao contrário do repertório antigo, não fala de sofrimento, dor de corno e amor platônico. É mais sobre como a gente faz planos e olha muito pro futuro para depois se dar conta que o presente bastava: “Faço planos, casamento, filhos pra criar / Só depois de tudo para e vejo / Que você serve pra mim”

07. Duras Pedras (ouça aqui)

Letra mais sofisticada, sem grande destaque.

08. O que faltou ser (ouça aqui)

“Não me escondo do medo de não me reerguer / Do silêncio de uma vida sem você / De tudo que faltou ser”. O fácil refrão dá o tom da música, que fala sobre medo e insegurança. Outra canção sobre relacionamento, mas tratado sobre uma abordagem interessante. É radiofônica.

09. Perdida e Salva (ouça aqui)

Sem grandes distinções quanto à melodia. A letra é a mais teen e a mais parecida com o repertório da extinta dupla. É aquele amor supervalorizado, gritado ao mundo, solução de tudo. Aquele que a massa gosta de escutar nas músicas. Há um verso com direito a “eu amo você” e tudo.

10. Dias Iguais (ouça aqui)

Esta faixa conta com a participação da inglesa Nerina Pallot, que a gente aqui no Brasil não conhece não (clique aqui para saber mais), mas que foi muito positiva. Na segunda metade dessa canção, Sandy dá os seus ‘aaaaaahhhaahhhahh’ prolongados que a gente tanto gosta de escutar. Faixa hit.

11. Mais Um Rosto (ouça aqui)

Relação do eu-lírico com o mundo, como ele enxerga a este e qual o seu papel com relação a este. Interessante.  “Sempre / Eu me disfarço sempre / E não me encontro / Nem sei qual a cor da dor / De ser mais um rosto que mente” diz o refrão. E outra que passa despercebida. Não vai ser das mais ouvidas no Last.fm.

12. Tão Comum (ouça aqui)

Essa faixa mistura pop e mpb. É cheia de swing, como um amigo meu definiu muito bem. A letra é interessante e fácil de pegar, com ‘tão comum’ repetida incessantemente. Me lembra um pouco faixas do álbum Flores, amores e blablablá de Marjorie Estiano. Está ao lado de Quem sou eu como a mais animada do CD.

13. Esconderijo (ouç aqui)

Duração de apenas um minuto, tempo suficiente para dar o seu recado. Melodia que remete a uma canção de ninar e letra narrativa. Gostosa de se ouvir.

Climão no almoço de família

Programa de domingo é almoçar na casa da vovó. Ok, mentira. Eu geralmente almoço é no shopping e depois dou uma passadinha na casa da vovó, porque ela não gosta de fazer comida não. Aliás, na minha família, ninguém gosta. Mas isso é outro assunto. Esse domingo era diferente. Ela me convidou pra comer na casa dela. E mais dois primos meus também se convidaram. 4 membros da família juntos? Fato raro. Confusão.

Cheguei lá no horário marcado, as 13h, porque vovó não tolera atrasos  (mas não tolera mesmo!!). Só que meus primos não chegaram essa hora não. Deu 13h05 e minha avó já estava reclamando: “Cinco minutos atrasados! Cin-co mi-nu-tos!”. Vai dizer pra ela que isso não é nada? Não adianta não. Pior ainda foi quando deu 13h15 e ela começou a ligar pro celular do meu primo e nada dele atender. Aí ela foi fumar um cigarro e falar mal dos dois. Às 13h35, eles chegaram. Pura animação.

– Ooooi, vó!
– Oi! Já xinguei vocês de tudo quanto é nome!
– Por que?
– Olha o relógio! Muito atrasados! Odeio atraso! Vão comer tudo frio! Antes eu tivesse feito um ensopado!

E aí tava só começando a sessão reclamação, que foi emendada com gritos de “Pensa que chegar atrasado é chique? Vai ser chique na polícia então!” e “Vieram pra estragar o meu domingo que já não é grande coisa”. Ééé, você leu direitinho. Gritos. Porque a vovó é do tipo que grita quando tá nervosa. Fazer a fina não é a dela. É tipo assim:

Troque os cabelos brancos por uns bem pretos. Até hoje o cabelo da vovó (77 anos) não embranqueceu. Como faz?

E aí tivemos um almoço sensacional. Eu coloquei o laptop na mesa e fiquei teclando, fazendo a linha invísivel, “não tô nem aqui”. Minha prima ficou lendo um livro, que ela abriu assim que vovó começou a berrar. Tenho sérias dúvidas se ela estava lendo mesmo ou apenas escondendo seu rostinho. Meu primo? Era o único que falava, tentando concertar o estrago e desejando ter chegado 35 minutos mais cedo pra evitar tudo isso. Vovó? Não comeu. E fez questão de deixar bem claro que isso já é rotina pra ela:

– Quando eu fui na sua casa, você não me deu almoço não! Fomos comer naquele restaurante horrível! E eu que paguei! Nem um cafézinho você me deu.

Climão, gente. Minha família é assim. Unida.

Feriadão

Oi fofura,

Olha eu aqui outra vez. Como está o seu feriadão? O meu está ótimo. Deixa eu te contar. Para esses dias de folga, tinha planejado ir a uma festa e uma peça teatral. Não rolou nem um nem outro. O que tá rolando é um mal estar chato pra caramba com direito a vômito e tudo. Uó. Ter a dispensa cheia de chocolate e ter que comer Biscoito de Maizena é deprimente. Sério mesmo. Se eu vou vomitar, deixa eu vomitar chocolate. Não tô certo?

Tá bom. Estou sendo nojento. Tenho consciência disso. Mas é que não sei lidar com essas fragilidades humanas. É melhor eu seguir contando meu feriado. No momento, estou assistindo aos Legendários, que caso você não saiba é o novo programa do Marcos Mion na Rede Record. (pausa para você me criticar mentalmente) Mas sério: é uma alternativa saudável ao Zorra Total. #fikdik

O que mais tenho feito? Curtido meu DVD No sé si es Baires o Madrid, do Fito Páez, que comprei esses dias. Aliás, indico Fito pra você também. Dá uma googleada no cara. Ele é muito bom. Nesse DVD, eu descobri também a banda espanhola Marlango, cuja cantora tem uma voz incrível (ouve aqui). Tô baixando o CD mais novo deles. Depois, se eu lembrar, conto se é bom.

Também assisti a um filme meia boca. Se chama Quando em Roma (When in Rome). É bem bobinho, naquela vibe Sessão da Tarde, mas se você estiver com tédio e pipoca sobrando, se joga no sofá e vê também. Não estou recomendando não, hein. Depois não vá dizer por aí que eu dou dicas erradas. Só estou dizendo que não é nenhum pesadelo em tempos de Crepúsculo.

Parênteses 1: (Sabe aquela bruxa que nos aterrorizava quando criança? Faz participação no filme. M-e-d-o)
Parênteses 2: (O par romântico do filme é a Verônica Mars e o marido da Fergie. Babado.)
Parêntesis: (Se quer ver filme bom ambientado em roma, vê Roman Holiday, eu hein)

Outra coisa que ando fazendo é ler Melancia, da Marian Keyes.  Uma amiga da minha mãe a emprestou o livro e ela me repassou. Não é ruim não. Tampouco é uma obra prima, mas dá pro gasto. A história é sobre uma mulher abandonada pelo marido assim que dá luz à filha. Adoro ler histórias de desilusões amorosas. Já li um montão: são sempre muito mais reais que as histórias de amor convencionais. Isso eu indico (uma dosezinha de amargura).

Bem, já dei dica de música, cinema, literatura e televisão. Agora, me vou. Daqui a pouco começa o Supercine: Procura Obessesiva. Tem cara de filmão.

Beijoca,

Tio Léo

Querido John,

Os livros de Nicholas Sparks costumam contar histórias de amor açucaradas e sofridas. As cenas descritas levam personagens e leitores a chorarem. Para garantir tal dose de emoção, tem sempre alguém morrendo, o que, na verdade, é dispensável. Nicholas é emocional como ninguém. No entanto, essa fórmula sempre dá certo: seus romances já venderam, cada um,  milhões de cópias. Frequentemente adaptados ao cinema, os filmes costumam repetir esse sucesso.

‘Querido John’ (Dear John) é mais um daqueles filmes para se ver em uma tarde chuvosa, embaixo dos edredons, comendo brigadeiro na panela e secando as lágrimas com um lencinho. A história dos jovens John (Channing Tatum) e Savannah (Amanda Seyfried) segue o mesmo ritmo lento de outros sucessos do autor: “Um Amor para Recordar” (A walk to remember) e “Diário de uma paixão” (The Notebook).

O casal se conhece nas férias de verão, se apaixona e, em duas semanas, é obrigado a se separar. John serve ao Exército americano e embarca em uma missão de um ano. Ele e Savannah prometem esperar um ao outro e passam esse período se comunicando por cartas. Romantismo em sua essência, sob o olhar do luar. Até que um dia tudo muda. Isso também é muito Sparks: seus personagens não podem se amar em paz. Se estiver apaixonado ou sofrendo por amor, corre pro cinema dia 5 de Maio. Se não é fã dos filmes de mulherzinha, ignore esse post.

Já foi no Maracanã?

Eu e minha mãe vendo os ônibus passando lotados com a torcida do Flamengo indo pro Maracanã perder o campeonato:

– Já foi no Maracanã, Leozinho?
– Como assim? Pra ver jogo?
– É.
– Já.
– Quando?
– Com meu pai.
– Muito legal, né?
– Não achei não. Fiquei doido pra ir embora.
– Ah, mas é um espetáculo…
– Espetáculo pra mim foi o show da Madonna que eu vi lá, eu hein.

Jogo de futebol é espetáculo onde, gente? #prontofalei

Destinos

Oi minhas doçuras,

Tenho postado aqui bem menos do que eu me propuz fazer, mas tenho andado sem tempo para essas coisas. Muito ocupado. Parte de minha ocupação se deve à faculdade. Esse período não houve uma semana de provas fechada e cada professor escolheu as datas de suas avaliações. Prefiro fazer tudo de uma vez do que em doses homeopáticas. Dessa forma, fico lendo e decorando conceitos acadêmicos o mês inteiro e não apenas uma semana. Fora os trabalhos. Um saco. São cada vez mais e maiores. Mas fiquei feliz que consegui fazer todos muito bem e dentro dos prazos. #NerdFeelings

Estou feliz por conta disso e por outras coisinhas também. Essa semana comprei as passagens das minhas viagens das férias do meio do ano. Irei, em Julho, a Santiago do Chile – e as cidadesinhas ao seu redor – e, em Agosto, a Buenos Aires. Estou mesmo muito empolgado. Adoro viajar e esses destinos são um plano ao qual tenho me dedicado há algum tempo. É muito prazeroso pagar tudo com o meu próprio dinheiro, sabe? Cada centavo investido nessas próximas férias saiu do meu bolso, é tudo meu. Acho que se minha mãe estivesse bancando tudo, não teria a mesma graça. Sério mesmo.

Eu também tenho as minhas crenças e destino é uma delas. Nada é por acaso e nem precisa ter razão. Estou sempre tentando entender porque estou onde estou, passei por onde passei, e conheci quem eu conheci. Para mim, tudo tem um porquê – mesmo que as vezes ilógico. E eu sou sensível ao ponto de sentir que devo fazer uma coisa ou outra e que isso me aproxima do meu destino. Parada louca, eu sei. Nem gosto de ficar falando dessas coisas, mas hoje eu tô me abrindo. Estou mesmo feliz. Sinto que estou passando por algo pelo qual eu devia passar. É como se meus 20 anos tivessem me preparado para esse momento. Não quero entrar em detalhes, mas queria que isso não acabasse nunca. 😀 (futuramente, conto tudo)

Bem, só queria registrar esse momento.

Beijobeijo :*

Tio Léo

P.S: “Quando a gente ama, vale a pena arriscar mais de mil caminhos pra poder se encontrar”

Sai da minha aba, sai pra lá, sem essa de não poder me ver

Vamos fazer aquele esqueminha de novo? Eu conto pra vocês uma historinha, sem revelar os personagens reais; todo mundo ri e; ninguém fica chateado. Deu super certo da última vez, então vamos tentar de novo.

Os nossos personagens de hoje serão Danielle Winits e Cássio Reis (vocês entenderam, né? A história não é deles de verdade – só uso os seus nomes pra preservar os originais e tornar as coisas mais engraçadinhas). Recém-separados. Danielle queria distância de Cássio, mas ao terminar fez a fina e disse que podiam ser amigos. Ele acreditou. Tenta falar com ela por MSN, celular, scrap e apela até pra Google Talk. Winits gonga. Se revesa entre duas desculpas: “tô atrasada, beijo, tchau” e “tô ocupada, beijo, tchau”. Elegante.

Certo dia, ela estava voltando pra casa e viu Cássio atravessando a rua, um pouco mais a frente. Numa tentativa frustrada de não ter que cumprimentá-lo e, consequentemente, engatar uma conversa fiada, ela parou de andar e começou a mexer na bolsa, disfarçando.

Danielle se escondendo disfarçando atrás das flores

Mas não adiantou nada. Cássio a viu, atravessou a rua sorrindo com aquela cara de ‘não foge de mim nãããão! você tá encurraladaaaaa!‘. Climão. Foi andando na direção do ex pensando ‘puta que pariu, merda, caralho!‘ enquanto sorria deslumbrantemente fazendo cara de inatingível.

Dani disfarçando o climão

Foi só se cumprimentarem que Cássio começou a reclamar:

– Você não fala mais comigo.
– hehe
(it means: não falo mesmo)
– Não fala mesmo. Não me responde. Me ignora o tempo todo. Tá sempre sem tempo.
– Nada a ver. Eu tô mesmo sem tempo, não é mentira. Você é muito dramático.
(it means: sai da minha aba, sai pra lá)
– E você é muito grossa!
– Talvez.
– Vamos marcar de sair?
– Óbvio que não. Tá maluco?
(it means: só se for sair correndo de você)
– Vamos sim.
– Você não tá namorando? Vi no Orkut…
(it means: tô tentando trazer um sentimento de culpa à conversa)
-Não. Coloquei só pra fazer charme.
– Patético.
(it means: por isso não tô mais contigo)
– Mesmo que estivesse, abria uma exceção pra você.
– Caguei.
(it means: enfia sua exceção no… deixa pra lá)

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