People come and go…

Tenho mania de associar bons momentos às pessoas que os compartilharam comigo. Assim, se você vive algo importante para mim comigo, eu adoro você. Meu coração funciona dessa forma. E assim eu dou muito valor pra quem não merece tanto. Não devo valorizar quem compartilha um bom momento comigo, mas sim quem me proporciona um. Saber disso é o primeiro passo pra mudar de atitude.

As vezes me pego pensando em juras de amor eterno  e pactos de amizade eterna que fiz e que, com o tempo, ficaram pra trás. Não sei nem se as pessoas estão vivas ou mortas atualmente. Mas foram sentimentos sinceros na época. Não os sinto mais, mas me lembro da intensidade que foram. Bem, em alguns casos. Alguns eu não lembro não.

É no mínimo curioso isso. Em uma época, não posso deixar de falar com alguém um dia sequer. Depois, não falo nunca mais – e nem sinto falta. É estranho como abro mão facilmente das pessoas. Quando penso nessas coisas, me lembro com carinho dos momentos que vivi com esses antigos amigos. Mesmo os que me decepcionaram (eu não sei lidar com decepções e me afasto), eu não me esqueço das horas felizes.

Pra mim, não há nada mais válido do que alguém confiar em mim. Todo mundo que me disse alguma vez ‘eu nunca disse isso pra ninguém‘, ‘vou te contar, mas não conta pra ninguém, tá?’, ‘que bom que eu tenho você pra compartilhar essas coisas’, de alguma forma, se torna especial.

Me pergunto se essas pessoas depois se lembram de mim. Em algum momento, pelo menos. Não gosto da idéia de eu pensar nelas de vez em quando e delas nunca pensarem em mim. Me sinto idiota. E o pior é que deve ser assim mesmo. Sei lá. Eu facilmente abro mão das pessoas, mas sinto que elas abrem mão de mim mais tranquilamente ainda. Uma pena.

Porque estou dizendo isso? Sei lá. Medo de que tudo acabe amanhã. As pessoas não duram muito tempo na minha vida. E há quem eu queria que durasse. Não tenho amigos de infância. Mas tenho amigos de quando eu ainda me sentia criança. Não cito nomes porque isso sempre causa climão pra quem fica de fora. Mas cabem em uma mão. Adoro os demais, mas são poucos os que me aguentam há muito tempo.

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