Educação: “Para a vida que eu quero, não há atalho”

Sigo nessa maratona para assistir a maior quantidade possível de filmes indicados ao Oscar antes da premiação acontecer. Hoje foi dia de Educação. Indicado a melhor filme, melhor roteiro adaptado e melhor atriz (Carey Mulligan), merece cada uma dessas indicações. Antes de escrever esse post, pesquisei e descobri que ele venceu a categoria de melhor filme do Sundance Film Festival, por voto popular. Então, não é uma opinião totalmente particular minha. Há uma galera engrossando minhas palavras.

Educação tem uma história que consegue ser doce e dura ao mesmo tempo. Há imagens muito bem feitas, mensagens  fortes e cheias de sabedoria e, ainda assim, é um filme leve de se assistir. O figurino, em alguns momentos, me lembra Audrey Hepburn – o que, claro, é positivo. Acho que muito da doçura de Educação se deve à protagonista, Carey Mulligan. Ela tem 24 anos e interpreta uma menina de 16/17 descobrindo a vida. E convence. Assim como Anna Kendrick, ela não fez muitos filmes. Mas diferente de Kendrick, Mulligan já fez por merecer o Oscar. E se não ganhar agora (é o ano de Bullock, you know), sei que ganhará algum dia.

“Ação é cárater, dizia o nosso professor de inglês. Acho que isso significa que se nunca fizermos nada, nunca seremos alguém.”

O filme coloca na balança a felicidade batalhada por nós mesmos e a felicidade agregada a outra pessoa. Bem, foi assim que eu interpretei. Essa é uma questão interessante, mas que todo mundo deveria saber qual é a melhor opção.  Tiro por mim. Acredito que não posso deixar minha vida nas mãos de ninguém, porque ninguém cuidará melhor dela do que eu mesmo. Devo ser responsável seja pela minha felicidade, seja pela minha tristeza. O que depender de mim, sei que farei o possível pra conseguir. O que depende dos outros é incerto.

Aprendi isso com um professor. Ele dizia que devíamos focar no que queríamos e correr atrás. Sempre haveria quem quisesse tirar nossa atenção do que nós realmente almejávamos, mas nós devíamos estar atentos a isso. Ele era um pouco radical nisso. Dava o exemplo do vestibular: estudar sábado a noite ou ir na festa que o amigo te convidou? Ai o amigo estaria fazendo o papel da pessoa querendo tirar a sua atenção do seu objetivo. Não levo o conselho dele tão radicalmente, mas aplico à minha vida, de forma mais suave (e não mais froxa!), sempre. É necessário, sim, abdicar de muitas coisas para se alcançar o que quer. Eu abdico, vale a pena. É como o verso de Billy Joel: dream on, but don’t imagine they all come true.

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