Pára de falar merda!

E ninguém ouve o Nelson Rubens. O programa segue só falando merda…

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O vento é um bom papel

Quando eu era criancinha, adorava aparecer brincar de teatrinho. Morava numa vila e havia lá mais três criancinhas. Como teatro tem que ter público, eu colocava todos os coleguinhas nas minhas peças para que seus pais também fossem assistir. Era uma estratégia, mas eu queria mesmo era monologar e reinar sozinho. O negócio funcionava mais ou menos assim:

– Bom, amiguinhos, eu vou ser o protagonista.
– E eu?
– O melhor amigo do protagonista.
– E eu?
– A namorada do protagonista.
– E eu?
– Hummm… deixa eu pensar…. já sei! Você pode ser o vento!
– O vento?
– É! É um bom papel. Você vai passar correndo atrás da gente assoprando como uma ventania. Mas tem que fazer direito, hein!

E aí ensaiávamos e, minha gente, eu chegava ao cúmulo de dizer que o menino não estava assoprando com vontade. Porque eu sou assim: quero sempre o melhor. Se minha peça vai ter uma ventania, tem que ser a melhor ventania do teatro. Eu hein.

Quando o grande dia chegava, não dava outra: eu brilhava. De quem foi a idéia? Minha. Quem escreveu o texto? Eu também. Nossa, parabéns! Ih, eu adorava receber os elogios pós-peça. Acho até que eu as vezes dizia minhas falas mais rápido pra hora da babação de ovo começar logo. Era a melhor parte, sem dúvidas. Só quem parecia não estar muito contente era a mãe do vento.

– Léo, parabéns pela idéia.
– Obrigado! Ficou muito legal, né?
– Ficou sim…
– Gostou da atuação do seu filho?
– O papel dele era um pouco pequeno, né…
– Não era não. Eu cheguei a pensar em colocá-lo pra fazer uma árvore, mas achei que o vento tinha mais movimento.
– Da próxima vez, tenta dar um personagem melhor pra ele, né?
– Claro! Tô pensando em botá-lo pra fazer o sol na próxima peça.

Anahi copia Lady Gaga em apresentação no Chile


POPLINE – A cantora mexicana Anahí foi a grande sensação do Festival de Vinã del Mar, que acontece anualmente no Chile. A ex-RBD cantou os sucessos do seu primeiro álbum solo, “Mi Delirio”, mas surpreendeu o público com a apresentação da faixa “El Me Mintio”. Vestida de noiva, a artista acabou a performance totalmente ensanguentada, como Lady GaGa no VMA do ano passado.

Como foi um sucesso a apresentação, com o maior pico de audiência do evento, vou dar a minha opinião sincera. Bem, eu adoro a Anahi. Acho que ela nasceu para os palcos como poucas pessoas nasceram. É como Xuxa (a das antigas, não a atual), que apesar do talento inexistente duvidoso, não consigo imaginá-la exercendo qualquer outra profissão que não a artistística. Há carreiras fundamentadas unicamente ou principalmente no carisma, uma característica que nasce ou não com você. Nunca ouvi dizer de aprender a ser carismático. Mas, olha, apesar de todo seu carisma, não gostei do show do Viña del Mar.

Vovó sempre me disse: coisa boa se copia. Não estou totalmente de acordo. E nem sei até que ponto copiar Lady Gaga seja considerado ‘coisa boa’. Eu, por exemplo, não aguento essa febre de Gaga. Mas, fugindo dessa questão, sempre preferi os artistas que não assumem se inspirar em outro alguém e que dizem, sim, gostar de muitos outros cantores, mas acham melhor fazer seu próprio trabalho. E de inspirar-se para copiar há uma diferença gritante. Ainda mais que o VMA é um evento mundial, então as comparações são inevitáveis num evento de nível latino como o Viña del Mar. A menos que a idéia fosse essa: repercutir. E se foi, acho que havia formas mais dignas para isso.

Outro detalhe: o timbre de Anahi. Eu fiz questão de assistir ao resto do show e não me reservar a apenas essa música para fazer esse comentário. Acho que ela se preocupou tanto em ensaiar a performance, que se esqueceu da voz. Na minha época, cantoras cantavam. O timbre dela está totalmente diferente de qualquer outra apresentação – e negativamente diferente. Não está bonito, além de sofrer falhas e alterações durante as músicas. Se todas as outras vezes eram playback, quem foi que teve a idéia de abandonar esse artifício agora?

Momento bate a assopra No mais, espero que ela siga melhorando. Torço pra carreira dela, de verdade. Mesmo com isso tudo, saiu do  Festival de Viña del Mar ovacionada e, não sei se vocês sabem, mas todos os artistas temem o público desse evento. A platéia  do Viña é conhecida por ser muito sincera. Se não gostam, vaiam e xingam. São desses. Tensos. Sempre é bom lembrar como foi com a Xuxa:

“Wedding Wars” discute o casamento gay

Acabo de assistir Wedding Wars. É uma comédia romântica de 2006 que trata da legalização do casamento gay. Como não entrou no circuito nacional, não me acanho e passo o link para vocês baixarem o filme aqui. A história é basicamente a seguinte: dois irmãos, um hetero e um gay, Ben e Shel, respectivamente. Ben está para se casar com a filha do governador e Shel cuida dos preparativos da festa, até que o governador faz um discurso – escrito por Ben – se posicionando contra o casamento gay. Casos de família. Shel se revolta, convoca os homossexuais do país para uma greve e passa a lutar por seus direitos. É divertido e sério ao mesmo tempo. Quem interpreta Shel é John Stamos, o Tio Jesse de ‘Três é Demais”. Época boa aquela – era apenas uma Olsen na tela.

Sobre o tema do filme, é meio tabu ainda, pelo menos no Brasil. Aqui ainda se discute crimalização do preconceito contra gays, quem dirá o casamento. Acho isso uma verdadeira babaquice. Acho poético e utópico pensar que algum dia viverei num mundo sem preconceitos, sei que isso não existirá. As pessoas sempre se enxergarão e se tratarão com diferenças. É essa a verdade. Todos nós temos algum tipo de preconceito. Uma vez vi um filme que dizia algo mais ou menos assim:

Se você está na rua e vê um grupo de adolescentes negros vindo em sua direção e muda de calçada, você é racista. Se você continua na mesma calçada pra não ser mal interpretado, você também é preconceituoso. Se você continua na mesma calçada sem se importar com os adolescentes a caminho, você não existe.

Exagero, mas é bom pra exemplificar. O preconceito é quase genético, porque a gente o aprende dentro de casa. Eu consigo enxergar isso diminuindo a cada geração, mas tá longe de desaparecer completamente. Enquanto essa palavra ainda existir, ela estará presente em nossas vidas. Eu só acho que, pelo menos, legalmente não deveriam haver distinções. Casamento para todos. Os gays não querem atravessar uma igreja de véu e grinalda, só querem ter os mesmos direitos dos heterossexuas. Bem, eu acho. Tenho muitos amigos que adorariam colocar um vestido branco de calda longa que eu bem sei. Um passo de cada vez.

Agora, deixa eu ter meu momento fútil e compartilhar com vocês uma música do John Stamos que eu adoro. Coisa trash. Liga não. Lá vai:

BBB: Vamos relembrar momentos divertidos?

Alguém sabe me dizer se a Sônia Abrão tá podendo comentar o Big Brother esse ano? Isso de paredão de Angélicão, Dicedrag e Dourafóbico é pauta certa pra ela. Gays x homofóbicos? Ih, ela gasta uma tarde inteira debatendo o assunto ao lado de um psicólogo duvidoso e do ex-BBB Pê-A. Acho elegante. Mas eu em particular cansei um pouco dessa edição. Depois que Tessália e Elenita saíram, o programa ficou xoxo. Nada de bom acontece.  E não digo isso porque eu gostava das duas não. É que eram elas que botavam a casa pra andar. Rola uma estagnação agora.

Tô numa vibe que, entre caçar links pra assistir o BBB no Justin.tv e ver vídeos de edições antigas no Youtube, tô escolhendo a segunda opção. Há momentos ímpares da Tv brasileira.


Todos os momentos envolvendo a Tina foram impagáveis. Espalhar a roupa dos outros pelos quartos, ver Fernando caindo ao jogar a mala dela na piscina, provocações ao vivo… mas inesquecível mesmo foi a bateção de panelas. Quem nunca quis entrar no BBB só pra fazer igual?


“Pra mim, um cara que passa fome não tem dinheiro pra botar uma peruca, um megahair desse”. Tatiana Boxer é outra das minhas participantes preferidas. Ria muito.


Versão editada pra manter o nível do meu blog, porque ‘pobrema é meu, a vida é minha, eu faço o que eu quero’. Adoro briga de mulher bêbada. Não há nada melhor. “Foi muito bom, foi muito boooom!” A parte da discussão de quem tem bunda com estria e quem tem bunda caída é o clímax do barraco. Mulher fina é isso. Uiarnuou.


E a peladona que invadiu a passarela da eliminação? Momento ímpar.

 
“Não pára, não pára, não pára.” Flavinha chorando depois de dar uma mão amiga pro Justin. São tantas emoções…


O vídeo fica bom a partir de 4:50. Adoro. Ninguém tá querendo bater em ninguém e Siri berrando fazendo a cena dela. “Me solta?”. “Não”. Destaque para os flashs de Flavinha, nada a ver com o fuzuê, chorando. Ela fazia a linha Mari Alexadre, né? Mas, me conta gente, não era essa a briga da sunga branca? Não escutei o Ailton gritar isso.


“Eu espero que você fique olhando pra ver quem é burra”. Maíra segue olhando. A arte de discutir com gente burra.


“Você tem mais dois minutos”. Já copiei essa frase em discussões minhas, porque eu sou desses.

E tem vários outros momentos sensacionais, mas eu tenho que dormir, minha gente. Não achei o vídeo da Fani (BBB7) gritando “eu quero daaaaaaar!”. Se alguém achar, passa aí. Queria rever.

Distrito 9, Um Homem Sério e Nine

Meu humor andou especialmente péssimo esse fim de semana e, como forma de me isolar do convívio social e ainda assim me distrair, resolvi dar um up naquela minha maratona de assistir a maior quantidade de filmes indicados antes da cerimônia do Oscar acontecer.

O  primeiro foi Distrito 9, uma surpresa feliz. Ele trata da história de uma nave espacial que enguiçou no nosso planeta obrigando a raça humana a conviver com os aliens, que não tinham como voltar pra sua terra. Trata também de interesses políticos e econômicos em meio a tudo isso. Eu adorei. Há muitos efeitos especiais, mas é um filme mais modesto que Avatar. Mais crível e com roteiro melhor também. Não menosprezando o filme de James Cameron, que cria um outro mundo de imagens lindas e impressionantes, mas a história dos azulzinhos é bem boba. (No entando, não me surpreenderia se ganhasse o Oscar. Na real, seria merecido. Filmes do Cameron são filmes que dão trabalho para fazer.)

Depois vi Um Homem Sério. Ô, chatisse! A história é bem simples. Um cara acostumado e adaptado à rotina é surpreendido por inúmeros fatos novos que movimentam a sua vida e ele não sabe como lidar com nenhum deles. Há umas doses de humor muito bem usadas em algumas cenas (ou eu ri sozinho?), mas não chega a divertir. É entediante. Eu, pelo menos, fiquei de olho no relógio esperando o fim. Deve ser o que a galera chama de filme cult.

Por fim, o musical Nine. Não sou fã desse gênero. Mas esse até que não me deixou angustiado na cadeira não. Conta a história de um roteirista que, sob pressão da mídia, dos produtores e da estrela do seu próximo filme, não consegue escrever o script do longa. Penelope Cruz, no papel da amante do protagonista, está bem, sim, como de costume – mas eu ainda daria o prêmio de melhor atriz coadjuvante para Mo’nique (Preciosa). O filme concorre também a melhor canção original com Take it all, mas a música que não saiu da minha cabeça foi o tema interpretado por Kate Hudson. Dá uma olhada:

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