#hopeforhaitinow

Hope for Haiti Now foi o evento organizado as pressas pelo George Clooney (palmas pra ele!) pra ajudar as vítimas do terremoto do país miserável. Com três palcos montados – em Los Angeles, Nova York e Londres – ele juntou uma galera boa e montou um grande show para arrecadar fundos. Algo como o Live 8, ou o nosso Criança Esperança. Só que ele teve uma idéia ainda melhor para conseguir dinheiro: colocou celebridades para atender os telefonemas das pessoas dispostas a doar. Aí você ligava pra lá pra fazer a sua parte e, surpresa, quem atendia? Jennifer Aniston. Ou Julia Roberts, Steven Spielbierg, Leonardo Di Caprio, vai saber. A lista de opções era grande: mais de cem hollywoodianos tendo uma noite de telemarketing – celebridades pra agradar desde uma criança até uma senhorinha.

Liguei a Tv mais pra ver as apresentações de Bono Vox e Madonna. A dele, não gostei. Cantou Stranded com Rihanna e Jay Z (assista) e eu não gosto muito do estilo desses dois. No geral, as apresentações foram todas muito bonitas, tendendo pro lado emocional. Gostei da participação de Sheryl Crow (assista), que não é uma cantora que eu ouço, e prendeu minha atenção. Mas acho que a melhor foi a da Madonna com Like a Prayer. Mesmo com aquela cara esticada dela, foi a única que teve um toque de animação. Sei que o clima não era de festa, mas naquele momento do evento, senão rolasse alguém animando, a coisa começaria a ficar chata.

Pra quem curte meu lado venenoso, eu fiz comentários ácidos sobre todo mundo lá no twitter. Não vou repeti-los aqui. Quero me questionar porque não acontecem eventos assim aqui no Brasil. Não pode cair um chuvisco que meia dúzia de casas vêm abaixo, ruas alagam, famílias perdem tudo, pessoas morrem. E ninguém faz nada, sabemos tudo. Todo mundo só sabe reclamar do governo. Mas não é de conhecimento geral que este nunca age? Tá na hora de parar de contar com ele e colocar a mão na massa. Eu sei que eu também não faço nada pra ajudar. Isso me irrita. Devia fazer.

Acho que esse é o lado do brasileiro que eu menos gosto: a crença de que tudo se resolve por si só. Eu sou assim, você é assim, somos todos desse jeito. Mas nem sempre tudo se resolve sozinho. A gente gosta de reclamar e apontar o que tá errado, mas não faz nada pra melhorar. A mesma pessoa que reclama que a água já encheu sua casa é aquela que vira a esquina e joga lixo na rua. Odeio quem joga lixo na rua.

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