Você era daqueles que tacava ou levava a bolinha de papel?

– Nos tempos de colégio, você era daqueles que tacava a bolinha de papel nos outros ou daqueles que levava a bolinha de papel dos outros?
– Tacava e levava.
– Tacava mais do que levava ou levava mais do que tacava?
– Levava mais do que tacava.
– Ótimo. Então eu posso confiar em você.

(Muito gelo e dois dedos d’água)

Essa cena do filme me fez pensar. Eu jogava bolinha ou jogavam em mim? Não lembrei, a príncipio. Esse é o tipo de material reprimido que o inconsciente guarda e não libera por nada. Forcei um pouco. Lembrei. Eu levava bolinha de papel dos outros… na cabeça. Cabeça grande = mais difícil deles errarem a mira. Coisa chata. Eles tacavam as bolinhas e eu, em vez de tacá-las de volta como qualquer um faria, as pegava e jogava no lixo. Pagava de criança otária madura. Aquilo não me chateava (sinta que era um negócio frequente). Achava-os idiotas e não valia a pena me chatear com eles. Muito menos discutir. Eles passariam o resto da vida naquela sala de aula tacando bolinhas uns nos outros, enquanto eu seguiria em frente.

Eu tenho disso. Só discuto com quem eu acho que vale a pena. Tenho opiniões sólidas sobre tudo, mas só as exponho se julgo conveniente. Não discuto com quem tem mentalidade pequena e falta de disposição de mudar de idéia. Não discuto com quem não significa nada pra mim. Enfim, a lista é enorme. São poucos os que valem a pena. Outro dia relatei essa minha postura pra minha mãe e ela me disse que devo me achar muito pra julgar quem vale ou não a pena. Pode ser verdade. Mas é prático e menos desgastante. E eu gosto de evitar a fadiga.

De qualquer forma, também já taquei bolinhas de papel nos outros. Apenas uma vez, que me lembre. Último dia de aula. Rasgamos as últimas folhas do caderno e fizemos a guerrinha. De fato, foi muito divertido. Mas foi algo amigável. Não tinha a intenção de irritar ninguém. No final, ainda jogamos todas as bolinhas no lixo. Uma guerra amigável e limpa – sem se preocupar se depois aquelas folhas de papel fariam falta pra anotar a matéria [/nerd]. Pura realização pessoal. Eu gosto de uma farra. Se o meu QI fosse um pouco menor, eu andaria com a galera da bagunça. Mas não é.

– Eu voto na galera da bagunça porque estão gastando sabão em pó matando árvores à toa.

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Assumo: adoro Tessália

Desde a última vez que falei sobre o BBB aqui, a minha torcida por Tessália só fez aumentar. Sem ela, o programa não teria a menor graça. Então, não preciso dizer que quando vi essa cena dela correndo pra atender o Big Fone, depois do Boninho já ter avisado no Twitter que quem atendesse estaria no paredão, eu só fiz gritar. Paaaaara! Paaaara! Tropeçaaaa! Não ateeeende! E não deu outra: não atendeu não. Anamara, que nem enquadrada no vídeo estava, atendeu e se ferrou. A-do-ro.

GLOBO.COM – Anamara vai atrás da paranaense e se senta ao lado dela. “Eu tinha que ter atendido, não você”, diz Tessália, chorosa.

– Se fudeu, antes tu do que eu. hihi

Sei que isso não adiantou de nada, porque a Lia, líder, tá doida pra ver a Tessália pelas costas. E não é a única. Galera da casa tá olhando feio pra Tess também. Ou seja, o paredão dela é quase certo se ela não ganhar um anjo ou esse poder supremo. E se ela for pro paredão, certa também é a sua eliminação. O brasileiro não sabe construir um bom entretenimento.

GLOBO.COM -No Puxadinho, após vencer a Prova do Líder, Lia relata uma conversa entre Elenita e Tessália que ouviu durante a prova, quando a publicitária teria dito à linguista que só encheria a cara com ela amanhã caso Elenita ganhasse a prova.

– Climão. Não sei curtir com perdedores.

Ih, gente, eu piro com esse disse-me-disse todo. Não tem nada que eu goste mais do que pessoas se queimando 24 horas por dia pro Brasil todo ver. E Tessália sabe disso. Nessas de ver que neguinho não tá indo com a cara dela lá dentro, ela já pensa é aqui fora.

ABRIL.COM – Deitada no colo de Michel, Tessália conversa com o affair e com Dourado sobre os motivos pelos quais foi escolhida para entrar na casa. “Eu sou tão nada a ver, não sei porque me colocaram aqui”. E a sister ainda arrisca um palpite sobre a sua aceitação pelo público: “Eu acho que ninguém gosta de mim”.

Tessália, triste por não ser querida

Quando ela estiver emparedada, vamos nos unir, pessoal! Juntos nós formamos o poderoso megazort venceremos!

A empregada e o Carnaval

A nova empregada da vovó está trabalhando há uma semana lá, mas já mostrou a que veio. Hoje chegou pra vovó e anunciou:

– Olha, no Carnaval eu não trabalho não, viu?

Vovó ficou tensa com o aviso e ligou pra minha mãe:

– Nina, a empregada tá dizendo que não trabalha no Carnaval.
– Quê? Eu falei com ela que você não pode ficar sozinha, só nos dois dias de folga dela. Ela não entendeu não?
– O que ela disse foi isso. Domingo e segunda de folga não bastam, ela quer o Carnaval todo.
Como que eu vou fazer?
– Mas qual é a dela? Ela é foliã? Deixa de trabalhar pra pular Carnaval? É a Globeleza? Deixa eu falar com ela.

A empregada pulando Carnaval. Nível Globeleza.

E a vovó passou o telefone pra empregada:

– Oi, Nina.
– Oi, me explica esse negócio do Carnaval.
– Eu não trabalho nessa época.
– Você desfila em todas as escolas? É musa? Qual é a sua, minha filha?
– É que…
– Se você quer pular o Carnaval, a gente pode te liberar amanhã mesmo e você já começa a fazer a sua fantasia.

Mamãe, uma doçura.

Queria tanto… =(

Prezado Leonardo,

Gostaríamos de agradecer o seu interesse em participar do processo seletivo para a TV GLOBO. Todas as suas qualificações foram cuidadosamente analisadas e apesar de você possuir um bom perfil, outro candidato preencheu a posição.

Informamos que os seus dados estão cadastrados em nosso banco, visando outras oportunidades que surgirem dentro do seu perfil.

Atenciosamente,

Recrutamento & Seleção

RH TV GLOBO – CGP – Tycoon



Globo: Gongando você há 45 anos.

De madrugada, fico cego

Recebi por e-mail o anúncio de uma vaga de estágio no R7. Mandei meu currículo de imediato e logo pensei: R7 é em São Paulo, né? Climão. Entrei no site pra dar uma confirmada. Notícia principal deles:

Só que eu estou com sono, então eu li o seguinte:
Pensei: Nossa, não era uma empresa evangélica?

P.S: Quero comprar várias coisas e não tenho dinheiro. Hope for Leo Now.

Crack: ele vicia e mata


(O vídeo esqueceu de dizer o site, mas o link tá aqui)

Bem, não entendi qual foi a da Juliana Paes falando de crak. Se ainda fosse Fábio Assunção… Mas, ainda assim, achei válido. Eu tenho uma amiga que diz que ‘crak é fim de carreira‘. Pra mim, todo e qualquer tipo de droga o é. E eu posso falar isso sem a menor sombra de hipocrisia porque sou um cara de 20 anos que sequer bebe uma cervejinha.

No mundo em que vivemos, acredito que não existe mais falta de informação. Pelo menos, nos meios em que frequento. Todo mundo é bem informado e sabe o que tá fazendo. Faz consciente da merda que tá se enfiando. Pior do que a ignorância é a burrice. Tenho amigos que usam drogas e, apesar de tentar manter uma postura i don’t care,  não consigo. Que o mundo se exploda, mas os meus amigos não. Todos que eu sei que estão nessa já ouviram um sermão ou conselho meu. Não fico pagando de amigo chato e falando todo dia. Falo uma vez só. Ouve quem quer.

Não entra na minha cabeça a curiosidade que as pessoas têm de experimentar drogas. Meus queridos, é ÓBVIO que a sensação deve ser muito boa – senão a galera não viciava. Mas pra quê experimentar algo que sabemos de antimão que nos destrói? Não entendo. Algo bom e destrutivo. Pra quê? Existem coisas boas que, em vez de nos destruir, nos agregam.

Minha mãe sempre foi (e ainda é) muito preocupada que eu entrasse nessa de drogas. Acho até graça, porque, na verdade, eu sou bem careta, então a preocupação se torna infundada. Minha madrinha era amiga de infância da minha mãe até que um dia começou a se drogar. Se destruiu. Cresci vendo e ouvindo histórias horríveis sobre ela. Nunca fomos muito próximos, porque mamãe se afastou dela quando ela começou com isso tudo. Depois de anos turbulentos, ela conseguiu dar a volta por cima e está limpa já há algum tempo. Mas até hoje não entende que meu nome é Leonardo. Me encontra na rua e me chama de Fábio. Deixo passar.

Meu tio, esse por parte de pai, é outro drogado. Com esse, já tive mais contato. Desde pequeno, o vi fora de si, falando coisas sem sentido e com uma aparência digna de pena. As histórias, assim como as da minha madrinha, não são boas. Por ironia do destino, sempre foi o tio que eu mais gostei e, por isso mesmo, me interessava ouvir o que falavam dele. Já faz alguns anos que ele está internado numa clínica para dependentes químicos e só sai de lá em datas especiais. Não sei se esse foi um final triste ou feliz para uma história, com certeza, triste.

Eu sei é que com esses exemplos tão próximos, nunca tive porquê me interessar por drogas. Eu não queria ficar daquele jeito. Então, sempre mantive distância. Só me ofereceram maconha uma vez na vida. E foi um desconhecido. Quem me conhece, me respeita nesse sentido. Fico até ofendido com uma oferta dessa. E outra: Eliana falou, tá falado. Faço delas as minhas palavras.


Você pega os seus dedinhos e faz assim… pras drogas. [/euri]

Outra dinâmica…

Ih, gente. Essa busca por emprego é algo cansativo. Ontem participei de outra dinâmica de grupo. Eram onze pessoas e uma desistiu durante o processo. Foi engraçado. Tinha uma mulher lá que eu já conhecia do processo seletivo da Folha. Era aquela que tá com a faculdade trancada, mas quer estagiar mesmo assim. Louca. Dessa vez, ela omitiu essa informação e conseguiu impressionar a galera que estava nos avaliando. Eu não vou com a cara dela, acho meio non sense. Whatever. Não ligam pra minha opinião.

Tivemos que falar sobre nossa formação, aquela bobagem de sempre, e depois formar grupos e defender empresas fictícias. O meu grupo era bom. As pessoas eram inteligentes e pró-ativas. Faria trabalhos em grupo com eles na faculdade, se estudássemos juntos. haha Tinha um garoto também, que não lembro o nome (sou péssimo com nomes!), que tava numas de flertar comigo. Na sala de espera, ficava me encarando loucamente e depois na sala de testes ficava relando o braço em mim. Não aguento, gente. As pessoas não respeitam mais nenhuma circunstância.

Por fim, tivemos que escrever uma redação de tema livre e aí eu acho que fiz a maior burrada. A mulher do RH falou pra escrevermos sobre o que estava na nossa cabeça. E o que se passava na minha mente? Aquela vaga. Escrevi sobre a empresa e sobre como eu-e-a-empresa éramos super parecidos. O erro. Percebi isso assim que parei de escrever. Aí, como se não tivesse feito merda o suficiente, resolvi lançar um pê-ésse.

P.S: Sei que o texto está soando meio piegas.

Meu amor, se você sabe, apaga e faz outro. Se você sabe, fica calado. Se você sabe, faz qualquer coisa, menos ressaltar isso pra quem está te avaliando. Climão. Dessa vez, ninguém me ligou nem mandou e-mail dizendo que tô fora. Gosto assim: quando não dão satisfação. Queria tanto essa vaga =(

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