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Carta do Tio Léo #4: psicóloga, monografia e feedback do livro (ainda há!)

Comecei a visitar uma psicóloga neste mês de abril. Não é de hoje que me interesso por esse… serviço? Sempre acreditei que deveria ser interessante e agregador reservar uma hora semanal para autoanálise – principalmente eu, que já tenho mania de refletir sobre mim mesmo normalmente. Melhor fazer isso com um suporte acadêmico-profissional. Estou adorando.

Se não me engano, já fui a três ou quatro consultas. Geralmente, não planejo o que vou falar nos encontros. Deixo fluir naturalmente – o que também serve para eu fazer minha autoanálise particular. Assim, percebo a ordem de aparecimento dos meus dramas pessoais. Tudo aparece. Sou bem aleatório. Há temas dos quais quero tratar, mas ainda não apareceram. Tem mais a ver com o que está acontecendo no momento, sabe? Acho que cada um adota um procedimento. O meu é esse.

Mudando de assunto, mês que vem tenho que entregar o primeiro capítulo da minha monografia, como combinei com meu orientador. Pergunta quantas páginas já escrevi. Er.. Nenhuma! Pretendo reverter esse quadro nos próximos dias, agora que terminei as leituras necessárias para o embasamento dessa parte. Estou mais animado do que antes. Meu orientador me deu uma luz e um caminho a seguir, que parece que será desafiador. Gosto disso ;)

Falando em desafios, saiu mais uma resenha de “Condenáveis”, escrita pela Niki Weiss, que também é escritora. O texto pode ser lido na íntegra aqui, mas destaco um trecho que gostei muito, no qual ela destaca sua identificação com minha história:

Eu mesma não me sinto no dever de amar um dos meus genitores. Por tanto tempo me condenei pelos meus próprios sentimentos, por tanto tempo tentei torná-los contrários… Por tanto tempo… Uma grande perda de tempo! E foi exatamente isso que o Leonardo me ensinou com sua obra, que mais vale a verdade que está no coração que as aparências fátuas que insistimos em criar apenas para agradar aos “espectadores” da nossa vida.

Já devo ter dito isso antes, mas esse tipo de resposta é o que mais gosto. Quando as pessoas passam a aceitar seus próprios sentimentos por verem que eu aceito os meus, sinto que essa aventura que é o livro valeu a pena. De alguma forma, abrir minha vida ajudou uma galera a lidar melhor com a sua. Isso é muito gratificante, de verdade. Não é algo que almejei, mas foi muito bem-vindo.

Bem, por hoje é só. Não tenho muito a dizer dessa vez.

Obrigado pela atenção,

Beijo :*

Carta do Tio Léo #3: monografia, Curitiba e reboque

Março voou – e dessa vez não eram só 28 dias!

Quer primeiro as partes boas ou as ruins? Ruins? Acho que te ouvi falando ruins. É melhor mesmo, assim terminamos o post em alto astral. Então, vamos lá: foi o mês da morte do Ferrugem, chefe de segurança de Sandy & Junior, que eu conheço desde pequenininho. Foi um baque para todos nós, como escrevi aqui. Fiquei muito, muito, muito abalado. Acho que todos que o conheciam ficaram no mesmo estado. :’(

Fora isso, ainda na parte ruim do post, tive que ir à universidade para descobrir quem será o orientador da minha monografia, o que basicamente significa que devo começar a desenvolvê-la. A apresentação para a banca está prevista para outubro/novembro, o que me dá cerca de seis meses para ler, escrever e diagramar tudo. Mas eu estou sem a MENOR vontade de trabalhar nisso. Totalmente desanimado. Monografia, né? Só sabe quem já passou por isso (e eu sinto que entreguei a da minha graduação ontem!).

Mas vamos falar de coisa boa? Iogurteira Top Therm. Não… brincadeira. Fui à Curitiba, gente! Nunca tinha visitado a cidade e me encantei. Pareceu um lugar ótimo para se viver. As pessoas são muito educadas, civilizadas, higiênicas e cuidadosas com as ruas. Lá, entendem que o que é público pertence a todo mundo (e não a ninguém, como pensam muitos). Estão de parabéns! Algumas fotos dos principais pontos turísticos:

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Na verdade, fui para conhecer pessoalmente um amigo chamado Nader. Nós nos falamos pela Internet há uns bons seis anos, no mínimo. Fiquei hospedado na casa dele e ele me levou para conhecer todos os pontos turísticos da cidade (nada como ter um guia!). Mas passamos um perrengue no último dia… Estávamos no Parque Barigui, que é um lugar enorme e cheio de gente, e ele perdeu a chave do carro. Procuramos e, claro, não achamos, então tivemos que esperar um cara do seguro vir abrir o carro e depois outro vir rebocá-lo até um chaveiro. Passamos longas horas no estacionamento, que estava com uma festa de funkeiros (“pelegos”, dizia meu amigo)! Depois, mais algumas horas no chaveiro, que não conseguiu fazer uma chave nova. Então, mais algumas horas esperando por mais um reboque. Hahahaha Essa novela durou a tarde e a noite inteiras! Perdi meu último dia de viagem, mas pelo menos tenho essa história para te contar. Aventura em Curitiba.

Agora, como de costume, vamos falar de “Condenáveis”, que é sempre uma coisa boa. Sairam mais duas resenha sobre o livro. Uma foi no blog Cadê Minha Fluoxetina?, que deu três coraçõezinhos. A menina tirou um só porque leu em e-book, mas tudo bem. A gente releva. A outra foi no site do autor Sergio Carmach, que me chamou de injusto, infantil e mimado, mas sei que foi de coração haha Todas as resenhas até agora foram tão boas, que realmente só tenho a agradecer. Nunca esperei que a resposta desse projeto seria tão positiva;)

Falando nisso, estou começando a sentir a necessidade de trabalhar a sério no próximo livro. Tenho pensado muito nisso, mas não sei se estou preparado. Só dá para descobrir fazendo, não é? Quem sabe se não rola? “Condenáveis” foi escrito paralelamente à minha monografia da faculdade e esse ano eu tenho que escrever a da pós-graduação. Vai que eu sou uma pessoa louca, que gosta de se encher de mil tarefas ao mesmo tempo…

Fique ligado! ;)

Carta do Tio Léo #2: carnaval, “10 coisas que aprendi com ‘Condenáveis’” e amigo chileno

Oi, tudo bem?

Não sei que fevereiro vocês viveram, mas o meu voou, ainda mais com o Carnaval, para encurtar mais o mês. Não consegui ver minha Beija-Flor na Sapucaí neste ano (e ela não venceu o carnaval carioca de novo, o que muito me irrita), mas me diverti bastante. Assisti aos desfiles do Grupo A, fui a dois blocos (não é muito minha praia) e a uma festa no Circo Voador, com a bateria da azul-e-branco de Nilópolis. Lavei a alma nesta festa, cantando os sambas da minha escola.

É engraçado, porque muita gente se surpreende que eu goste tanto de carnaval. Dizem que não tem nada a ver comigo. Mas eu gosto tanto! Desde pequenininho. Quando criança, adorava me fantasiar – o que não faço mais – e exigia uma fantasia diferente a cada ano. Naquela época, minha mãe não me levava aos desfiles, mas íamos à Avenida Presidente Vargas para ver os carros alegóricos. Eu já era deslumbrado com aquela beleza – e já era Beija-Flor.

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Ao contrário do que muitos pensam, a ideia de “fugir do carnaval” não combina comigo. É mais fácil ele fugir de mim do que eu dele. Adoro. Quando estou na Marquês de Sapucaí, sinto-me realizado. Para mim, carnaval é aquilo que eu vejo lá. A bateria toca na alma. É bom demais! Viajar é fora de questão. Ano que vem, quero desfilar. Botei isso na cabeça. Será que rola? Tomara.

Fora o carnaval, meu fevereiro não teve muito mais. Estou cheio de problemas, na verdade, o que tem me estressado bastante, mas não quero falar sobre isso. Vamos ser positivos aqui, que é o melhor que a gente faz. Saíram mais duas resenhas de “Condenáveis – Uma História de Filho e Pai”, ambas favoráveis. Uma foi Ideias de Canário, no qual a professora Carmen Marchado fez uma lista com as dez coisas que ela aprendeu lendo o livro (ficou muito legal! Vale a pena ver!), e a outra saiu no Palavras de um livro (leia aqui).

Não tenho muito a dizer dessa vez. Era para eu estar com um amigo hospedado aqui em casa, mas ele cancelou a viagem de última hora por problemas familiares. O conheci quando fui à Santiago, em 2010, e agora ele finalmente viria conhecer o Rio de Janeiro, como sempre quis. “Como faço para ir do Rio de Janeiro à Copacabana?” – me perguntou uma vez. hahahahah Figura.

Que venha março para todos nós! Curitiba, tô chegando… ;)

Obrigado pela atenção,

Tio Léo

Carta do Tio Léo #1: Parapente, amizade à distância e livro

Oi queridos, tudo bem?

Hoje é o último domingo do mês e, como prometido, é dia “da carta do tio Léo” – a primeira de muitas, eu espero. Janeiro também passou incrivelmente rápido para vocês? Para mim, voou, infelizmente. Preferia que tivesse dado uma arrastada para que eu pudesse fazer tudo que tinha planejado (não fiz quase nada). Ainda choveu o mês inteiro, o que fez com que eu passasse a maior parte do tempo em casa.

Comprei um voo de parapente no fim do ano passado e não tive a chance de usá-lo. Choveu sempre que liguei para marcar. Incrível. O tempo parecia melhorar, eu telefonava e começava a chover de novo. Fiquei até com medo de que fosse uma espécie de aviso do destino para eu não me arriscar. Mas… eu quero voar! E voarei, possivelmente, no mês que vem. Ansioso.

Enquanto isso não acontece, desfruto de outras alegrias. Um superamigo de São Paulo está aqui no Rio, e eu me divirto muito sempre que nos encontramos. Além disso, também planejo ir à Curitiba conhecer pessoalmente um amigo de anos pela internet (já tô de passagens compradas!). Não gosto do termo “amigo virtual”, porque ninguém é virtual. Somos reais, com sentimentos de verdade. A convivência que pode ser virtual. Só isso. Não vejo nenhum demérito, aliás. Sou muito mais próximo de amigos geograficamente distantes, com quem mantenho contato pela internet, do que outros que vivem perto de mim. Qualquer desmerecimento nesse sentido é uma grande bobagem. O que importa é a vontade das pessoas de estarem perto.

Eu e Filipe, de Sampa, aqui no Rio

Eu e Filipe, de Sampa, aqui no Rio

Quando era novinho, tive a chance de conhecer uma garota chamada Rúbia, com quem tive uma amizade intensa e efêmera. O pouco tempo que passamos juntos foi o suficiente para que ela me passasse um ensinamento: o mundo é grande demais para ficarmos presos em um único lugar. A gente tem que circular, conhecer pessoas. Há muita gente incrível por aí. Eu que não vou deixar de manter amizades verdadeiras e sinceras com pessoas encantadoras só porque estão distantes geograficamente. Bobeira! Contra isso, a gente dá um jeito ;)

Mudando de assunto, também há novidades sobre “Condenáveis”. Saíram mais quatro resenhas: no Palavras ao vento (“Foi triste observar os momentos constrangedores que o Leonardo vivenciou”), no Ponto Livro (“…o autor tem talento para narrativa”), no Enquanto Escrevo um Livro (“Me fez pensar tanto esta leitura. Ficou um pedaço da história aqui comigo”) e no Magia Literária (“Posso dizer que o livro mexeu muito comigo. Me identifiquei muito com os pensamentos de Leonardo”). O interessante é que os blogueiros também passaram por conflitos com os pais, então pudemos ter ótimas conversas via e-mail. É bom que, ao compartilharmos nossas experiências, nos ajudamos. Esse livro está me fazendo conhecer muita gente fofa!

Há mais resenhas para sair neste ano. Muitos blogueiros estão com o e-book para ler e já fiz uma pressão neles para que não se esqueçam. De qualquer forma, o ano está só começando! 2013 será ano de monografia da pós, de esboço do livro novo, de muita coisa boa. Vamos torcer ;)

Abraço,

Tio Léo

Condenáveis: Sandy, Reynaldo Gianecchini, resenhas e parcerias novas, promoções e muito mais!

sandy-reynaldogianecchiniTenho tantas novidades sobre “Condenáveis”, que acredito que passei esse tempo todo sem falar nada justamente para chegar aqui cheio de notícias. Afinal, o último “novidades da semana” foi em outubro!

Bem, vamos lá. Vocês lembram que eu queria entregar meu livro ao Matheus Souza e acabei dando de presente para a Juliana Didone? Então, mandei um e-mail para o Matheus, perguntando um endereço de correspondência para o qual eu pudesse enviar um exemplar. Ele te respondeu? Nem a mim. Mas…

Sandy e Reynaldo Gianecchini ganharam “Condenáveis”. A cantora recebeu o dela durante a gravação do “Caldeirão do Huck”, que vai ao ar hoje, e o ator ganhou o dele direto das minhas lindas mãos nesta semana. Fui ao lançamento da sua biografia aqui no Rio de Janeiro e aproveitei a oportunidade. Giane, sempre simpático, guardou e disse que vai ler. Vamos torcer. Vocês tem ideia de mais alguém legal que eu poderia dar meu livro? Alguém que, de preferência, vá ler ;) Aceito sugestões.

PROMOÇÕES

Eu sei que deveria ter avisado antes, mas ainda dá tempo de participar de algumas promoções para ganhar o e-book de “Condenáveis”. A primeira é a de comemoração de 1 ano do blog Magia Literária, da Mariana, e vai até o dia 29 de janeiro. Para participar é fácil: clique aqui para se inscrever. Já a outra é do blog Fábrica de Convites, da Rose, e vai até o dia 25 de janeiro. Também é uma promoção de sorte: tente a sua aqui.

UPDATE: Tem mais uma promoção rolando, no Entre Páginas e Sonhos! Só não lê quem não quiser mesmo (o que muito me magoa haha). Para participar, clique aqui.

RESENHAS

Agora, vamos às novas resenhas: saiu uma no blog Livros de Cabeceira (”’Condenáveis’ é um livro complexo, tocante e reflexivo”), outra no Entre Páginas e Sonhos (“Não posso dizer se suas escolhas estão certas ou erradas, porém são bastante revoltantes todas as situações que Leonardo passou”), mais uma no São Tantas Coisas (”O livro ‘Condenáveis – Uma História de Filho e Pai’ deve ser apreciado em todas as idades, e até mesmo ser usado de uma forma didática”) e outra no Fulana Leitora (“É impossível ler esse livro e não repensar a sua própria relação com o seu pai. Para mim foi extremamente intimo, pois eu também tive uma relação muito conturbada com meu pai”).

PARCERIAS

Também fechei duas novas parcerias: com o blog São Tantas Coisas, do Mairton (clique aqui para ver), e com o Fulana Leitora, da Kezia (veja aqui). Agradeço aos dois, aliás, pelo apoio e interesse pelo projeto.

E ANTES DE IR EMBORA…

Eu realmente parei de correr atrás da divulgação do livro nos dois últimos meses, o que é um erro grosseiro. A culpa são dos trabalhos da pós-graduação e algumas questões pessoais, que não vêm ao caso. Mesmo assim, esse livro continua me rendendo alegrias praticamente todos os dias. Sempre que vejo uma nova atividade na sua página no Skoob, por exemplo, dou pulinhos. Por isso, volto a pedir que todos colaborem e coloquem “Condenáveis” na sua estante. Quem já leu não deixe de dar sua opinião :)

Para comprar o livro, acesse as lojas AGBOOK ou CLUBE DE AUTORES.

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