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[Dica da semana] Os Imperfeccionistas – de Tom Rachman

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A dica desta semana é o livro “Os Imperfeccionistas” (Record, 2012), a estreia literária do jornalista britânico Tom Rachman. Bem, em termos. Na verdade, ele só enveredou para o jornalismo porque queria escrever um livro. A profissão de repórter correspondente serviu, premeditadamente, como um laboratório de pesquisa para adquirir experiências para seu romance. Estou sendo claro? Vamos recomeçar. É, vamos. A dica da semana é o livro “Os imperfeccionistas”, a estreia do autor britânico Tom Rachman, que trabalhou com jornalismo para escrever essa obra. Isso. Agora soa mais real. É como se alguém entrasse para a prostituição para entender esse universo com ambições literárias. Não que eu esteja igualando as profissões – embora, sim, cada um tenha o direito de explorar o que tem de melhor. Bem, porque estou falando isso tudo?

O livro é ótimo e é isso que você tem que saber! Ele vendeu que nem água lá fora e foi eleito um dos melhores de 2010 pelo New York Times. Deixa eu te contar como ele é. Como já ficou claro, a história é ambientada no universo jornalístico e gira em torno de um jornal italiano, acompanhando todos seus funcionários, fundadores e até mesmo leitores. O mais legal é a forma que o romance foi construído. Cada capítulo pode ser lido independentemente e até mesmo fora de ordem. O autor não disse isso, mas eu estou dizendo. Pode sim. Cada capítulo funciona como um conto com vida própria, focado em um personagem. Mas, como se trata de um romance, todos estão inteligemente interligados. É como um quebra-cabeça, avançando e retrocedendo no tempo cronológico para criar um painel amplo. Eu fiquei fascinado quando li. Quando terminei, queria começar de novo.

A cada capítulo, uma nova paixão para o leitor. Os personagens e suas tramas são muito ricos. O autor consegue destacar o egoísmo, a inveja e a competição comuns ao ambiente de trabalho, universalizando essas características. O ladro podre do ser humano é retratado naturalmente, sem julgamentos. Pelo contrário, a sujeira te envolve. É fantástico, gente. Favor me dar ouvidos ao menos uma vez na vida.

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Quando dei um Google para fazer esse post, descobri que Brad Pitt comprou os direitos de adaptação cinematográfica do livro, e contratou Scott Silver (indicado ao Oscar por “O Vencedor”) para escrever o roteiro. Não achei mais informações sobre o projeto, e parece que não há planos para tirá-lo do papel em um futuro próximo. Mas… tô na torcida.

[Dica da semana] Ir ao cinema assistir “Somos Tão Jovens”

No fim de semana passado, todo mundo foi ao cinema assistir “Homem de Ferro 3”, que deve ter seus méritos. Não vi o filme, mas acho o Robert Downey Jr. o melhor super-herói da safra atual, indiscutivelmente. Mas que tal reunir a galera e correr ao cinema para prestigiar o cinema nacional? Você sabe que sou defensor dos nossos produtos e, nesta sexta (3/5), estreia o que promete ser um filmão: “Somos Tão Jovens”.

Dirigido por Antonio Carlos da Fontoura (de “Gatão de Meia Idade”), a proposta do longa é ser uma cinebiografia da adolescência do Renato Russo em Brasília. Sua epifisiólise, que o obrigou a ficar em uma cadeira de rodas; a descoberta da homossexualidade e do talento musical; o amadurecimento; e, claro, a fundação do Aborto Elétrico e da Legião Urbana estão na trama. O roteiro é de Marcos Bernstein (de “Central do Brasil”, indicado ao Oscar).

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As filmagens aconteceram entre 2011 e 2012 e contaram com um diferencial: o ator Thiago Mendonça (o Luciano de “2 Filhos de Francisco”), que interpreta o músico, cantou ao vivo nas cenas dos shows. O burburinho é que isso deu toda uma energia a mais ao filme. Ele vem sendo elogiado pela produção e pela imprensa. Há muita expectativa quanto ao resultado e as primeiras críticas foram positivas. Eu, particularmente, estou curioso.

Além do mais, o longa é todo emocionante para os fãs (não que eu seja um). O filho do Renato Russso, Giuliano Manfredini, faz uma participação como um roadie do Aborto Elétrico, e o filho do Dado Villa-Lobos, Nicolau, interpreta o pai. É um projeto bem familiar, ao que parece. É claro que a galera que viveu os anos 1970 e 1980 vai pirar. Mas o diretor avisou que se trata de um filme “para os jovens de hoje”.

O trailer é atrativo. Não precisa ser fã para ir assistir. Eu não sou e vou hoje mesmo. Fica a dica.

O legal é tentar assistir ainda neste fim de semana, galera. É o fim de semana de estreia que determina quanto tempo um filme ficará em cartaz e, consequentemente, seu sucesso. Eu puxo sardinha pro nosso cinema mesmo, mas não faço isso quando não acredito nos projetos ;)

[Dica da semana] Festival Diversidade em Animação (DIV.A)

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Depois de uma sessão exclusiva para convidados na quinta (18/4), o festival Diversidade em Animação (DIV.A) dá início à sua programação oficial nesta sexta, no Rio de Janeiro, aberta ao público em geral. O evento, que está em sua quinta edição, ocorrerá diariamente, com sessões à tarde e à noite, até o dia 28, no Centro Cultural Justiça Federal. O melhor: os ingressos são baratinhos. Custam apenas R$ 6 (com direito a meia-entrada!).

As animações de temática LGBT estão divididas em cinco mostras na edição deste ano: “Sob a Pele”, com filmes do premiado Barry Purves; “Aminoácidos”, com obras do brasileiro Luc Figueiredo; “Dickies Shorts”, com curtas sobre moda e esporte, desenvolvidos por Richard James; “Mostra Internacional de Animação”, com diversas estreias do panorama mundial; e “Retrospectiva DIV.A 5 Anos”, que trará as animações premiadas nas edições de 2009, 2010, 2011 e 2012.

Para quem gosta de animação, é uma oportunidade de conhecer trabalhos diferentes dos usuais, né? A agenda e a programação completas estão no site oficial do DIV.A, linkados logo abaixo. Não deixe de prestigiar, se estiver no Rio.

Dica: não chegar em cima da hora, porque a sala é pequena e os ingressos acabam rapidamente.

SERVIÇO
Festival Diversidade em Animação (DIV.A)
De 18 a 28 de abril
Ingressos: R$ 6 (inteira), R$ 3 (meia-entrada)
Centro Cultural Justiça Federal
Av. Rio Branco 241 – Centro – Rio de Janeiro/ RJ – Telefone: (21) 3261-2550
www.diversidadeemanimacao.com.br
www.facebook.com/diversidadeemanimacao

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Para quem não está no Rio de Janeiro, um dos curtas que serão exibidos: “Cinderfella”, dirigido por Fran Mangiacasale.

Cinderfella from G&P on Vimeo.

[Dica da semana] Filme “Loucamente Apaixonados”, disponível em DVD

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Faz tempo que quero falar de “Like Crazy” aqui. O filme – que no Brasil saiu direto em DVD e ganhou o título de “Loucamente Apaixonados” – tem uma das minhas histórias de amor favoritas. Já vi várias vezes, principalmente quando preciso entender melhor meus sentimentos (e, de quebra, dar uma choradinha). É, basicamente, sobre um relacionamento à distância.

Ao contrário de “Amor à Distância” (Going the Distance), com Drew Barrymore e Justin Long, “Loucamente Apaixonados” ganha intensidade ao fugir da comédia romântica. É um drama doído, mais verossímil, mais desesperado. O filme acompanha a inglesa Anna (Felicity Jones) e o norte-americano Jacob (Anton Yelchin), que se conhecem durante os estudos dela nos EUA e se apaixonam. Quando o visto de estudante vence, ela decide continuar no país pelas férias – uma atitude inconsequente, que depois resulta no impedimento da sua entrada nos EUA.

O conflito surge exatamente aí, quando ela volta para a Inglaterra e não consegue mais entrar nos EUA nos anos posteriores (é literalmente barrada pela Polícia Federal no aeroporto), obrigando-os a ficarem separados. Fuso horário, saudade, affairs locais, conquistas profissionais que te prendem ao local em que se vive, viagens impulsivas, DDI, pressões, cobranças e muita burocracia formam a receita desse romance.

Por que assistir a esse sofrimento? Primeiro, porque o roteiro é muito sensível e o cineasta Drake Doremus, que assina o texto e a direção, conseguiu captar com primor os ônus desse tipo de relacionamento. Segundo, porque o elenco é muito bom (conta ainda com Jennifer Lawrence, que vive um namorico com Jacob). Terceiro, porque o filme ganhou dois troféus do júri no Festival de Sundance de 2011. Quarto, porque eu, que já vivi um namoro nesses moldes, estou indicando. Todos os grilos e medos dos personagens foram vividos por mim. Assista-o e entenda-me.

Oscar 2013: “Argo” ganha troféu de Melhor Filme, mas não é o grande vencedor da noite

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Como você já deve ter ouvido falar, a estatueta de Melhor Filme do Oscar 2013 foi para “Argo” – o projeto que catapultou a carreira do Ben Affleck para outro patamar (embora eu desconfie que o prêmio tenha mais a ver com a rede social do George Clooney, co-produtor, do que com Affleck). O longa se tornou favorito na reta final da corrida para a premiação, após vencer todos os prêmios dos sindicatos de Hollywood. Mesmo assim, não se pode dizer que “Argo” foi o grande vencedor da cerimônia. Definitivamente, não.

O filme só venceu mais duas categorias, além da principal: Roteiro Adaptado (Chris Terrio) e Montagem. Fazendo um comparativo com “O Artista”, vencedor do ano passado, “Argo” teve uma vitória inexpressiva. O longa mudo, além da estatueta mais almejada, ganhou outras quatro – incluindo direção e ator, que são categorias importantes. “Argo” sequer conseguiu indicações a esses títulos, que dependiam do trabalho do Affleck, diretor e protagonista.

A ausência de indicação à categoria de interpretação não gerou controvérsias, porque ele é reconhecidamente um ator mediano, mas o mesmo não aconteceu com respeito à direção. Muitos acharam que ele merecia a nomeação e que a ausência desta inviabilizaria o troféu de filme. Faz sentido: como ser o melhor filme sem ter um dos melhores diretores? A Academia, no entanto, pensou diferente.

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O prêmio de direção – e a maioria dos outros – foi para Ang Lee e “As Aventuras de Pi”. Sou suspeito para falar, eu sei, porque minha torcida declarada sempre foi para a história do Pi, que me encantou muito. Mas não há dúvidas: esse foi o grande vencedor da premiação. Além de faturar onze indicações (só perdendo para “Lincoln” com 12), “As Aventuras de Pi” levou quatro troféus para casa – sendo o de direção um dos mais desejados (tendo Steven Spielberg como concorrente).

“Lincoln”, ao contrário das expectativas, venceu só duas categorias, tornando-se o azarão do ano. Até “Os Miseráveis”, que não era um dos favoritos, se saiu melhor, com três troféus. Nem “Argo” nem “Pi”, no entanto, levaram os prêmios de atuação – como previsto. Daniel Day-Lewis (“Lincoln”), Jennifer Lawrence (“O Lado Bom da Vida”), Christoph Waltz (“Django Livre”) e Anne Hathaway (“Os Miseráveis”) foram os escolhidos. Nota-se uma divisão aleatória e diversificada. “Argo” venceu, mas não brilhou.

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Confira a lista de vencedores:

Melhor Filme: Argo
Melhor Ator: Daniel Day-Lewis (Lincoln), que subiu no palco para fazer piadinhas
Melhor Atriz: Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida), que levou um tombo
Melhor Diretor: Ang Lee (As Aventuras de Pi)
Melhor Ator Coadjuvante: Christoph Waltz (Django Livre), de novo com Tarantino
Melhor Atriz Coadjuvante: Anne Hathaway (Os Miseráveis), do famoso farol aceso
Melhor Roteiro Original: Quentin Tarantino (Django Livre), aparentemente querido
Melhor Roteiro Adaptado: Chris Terrio (Argo)
Melhor Filme Estrangeiro: Amor
Melhor Direção de Arte: Lincoln
Melhores Efeitos Visuais: As Aventuras de Pi
Melhor Fotografia: As Aventuras de Pi
Melhor Montagem: Argo
Melhor Maquiagem e Cabelo: Os Miseráveis
Melhor Figurino: Anna Karenina
Melhor Canção Original: “Skyfall” – Adele (007 – Operação Skyfall), que não foi aplaudida de pé
Melhor Trilha-Sonora: As Aventuras de Pi
Melhor Edição de Som: A Hora Mais Escura e 007 – Operação Skyfall
Melhor Mixagem de Som: Os Miseráveis
Melhor Longa-Metragem de Documentário: Searching For Sugar Man
Melhor Curta-Metragem de Documentário: Inocente
Melhor Curta-Metragem: Curfew
Melhor Longa Animado: Valente
Melhor Curta Animado: Paperman

Momentos da noite:

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